| João Maria de Sousa |
“sou João Maria de Sousa. Nasci em Parnaíba no dia 06 de outubro de 1950. Vim para Cocal em 1982, trazido por uma mulher, filha daqui, com quem tinha casado, havia pouco tempo. A proposta era passar pelo meos um ano, pois ela assumira um emprego muito recente e não queria pedir transferência.
Numa época muito difícil, eu me recuperava, física e psicologicamente, de uma cirurgia para retirada de um câncer da laringe, a qual me deixara uma sequela irreversível: sem voz. E, ainda, havia a possibilidade da doença voltar.
No entanto a minha vontade de viver era maior do que tudo. Graças a minha fé em Deus, reforçada através das minhas orações, da força transmitida pelo amor de meus filhos, e, com a minha interação e convivência com o povo desta cidade, eu venci.
E, aqui, já se vão 34 anos.
Assim, por tudo isso, me veio a emoção inspiradora para – brincando de poetizar – fazer esses versos em rima, uma forma de agradecimento a esta cidade e seu povo que me acolheram de braços abertos. ” (João Maria de Sousa)
Povo de Cocal
Ouçam o que eu vou dizer
Em cocal eu não nasci
Mas, aqui quero morrer.
Pois cidade Como esta,
Ainda está para nascer.
Vim aqui passar um tempo
Mas, acabei envolvido.
Já tinha andado nomundo
Mas, não tinha conhecido
Um povo tão generoso,
Nem igual, nem parecido.
Adorei esta cidade
Desde que aqui cheguei.
Conheci pessoas boas
Por isso, aqui fiquei.
Uma muito especial
Por quem me apaixonei.
Na construção fiz história
Ferreiro, armador, a profissão.
Assim como no esporte,
Pois jogando futebol
Cheguei a ser campeão.
Executei , aqui, o projeto
D maior obra já construída.
Pois, até então, na cidade
Não havia outra erguida.
Foi a realização para mim
Como profissional na vida.
Aqui, tive os meus filhos
De quem serei sempre amigo.
Apesar das divergências
Os dois se dão bem comigo.
É um orgulho que tenho
Pois a mesma coisa digo.
Também tive meu neto
Que coisa mais linda é.
Por problemas de Saúde
Não fica, ainda, em pé.
Enxerga e ouve mas, não fala
Mas vai vencer, pois temos fé.
Entre os amigos que fiz
Há muitos a destacar.
Vou evitar citar seus nomes
De todos não dá pra falar.
Assim sendo, eles sabem
Não precisa reclamar.
Quanto à religião
Eu acredito em Deus.
Abomino o fanatismo
Mas, pode ser direitos seus.
Direitos de todos respeito
Desde que respeitem os meus.
Hoje vivo por aqui
Não diria tão feliz.
Também faz parte da vida
Não se tem tudo que quis
Mas estou bem comigo mesmo
Por tudo de bom que fiz.
Agradeço sempre a Deus
Por ter me trazido aqui.
E depois de tanto tempo
Não pretendo mais sair.
Espero também ser lembrado
Quando pro céu eu partir.
Deus todo poderoso
Vós que sois a bondade
Iluminai essa gente
Que habita esta cidade
Para que vivam em paz
No amor e na bondade.