Propaganda, redes sociais, boca de urna e outras condutas têm regras específicas; conhecer os prazos ajuda eleitores e candidatos a evitar problemas com a Justiça Eleitoral
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É comum encontrar nas redes sociais a afirmação de que permanecer por 30 minutos ao lado de uma pessoa que reclama constantemente seria suficiente para “prejudicar o cérebro”. A explicação costuma envolver o chamado contágio emocional, a ação dos hormônios do estresse e possíveis efeitos sobre o hipocampo, região cerebral relacionada à memória e à aprendizagem.
A ideia contém elementos que encontram respaldo na ciência,
mas precisa ser apresentada com cuidado. Não há evidência científica sólida de
que exatamente 30 minutos ouvindo uma pessoa reclamar provoquem danos físicos
ao hipocampo ou destruam neurônios. Essa associação simplifica resultados de
pesquisas realizadas em contextos diferentes.
O que é o contágio emocional?
O contágio emocional é um fenômeno estudado pela psicologia no qual uma pessoa pode ter seu estado emocional influenciado pela expressão emocional de outra. Pesquisas mostram que expressões faciais, voz, comportamento e outras formas de interação social podem provocar mudanças nas emoções e até no comportamento de quem observa.
Isso significa que conviver repetidamente com alguém muito angustiado, irritado ou pessimista pode influenciar o estado emocional de quem está próximo. Uma revisão publicada em 2025, que analisou 277 artigos sobre contágio emocional em seres humanos, identificou a sincronização de expressões e estados emocionais como um dos fenômenos recorrentes nesse campo de pesquisa.
É importante, entretanto, não transformar esse fenômeno em
uma regra absoluta. A intensidade da influência depende do contexto, da relação
entre as pessoas, da situação vivida e de características individuais.
E os chamados neurônios-espelho?
Os neurônios-espelho são frequentemente apresentados na internet como a explicação direta para o fato de “absorvermos” a negatividade de outra pessoa. A questão, porém, é mais complexa.
A pesquisa sobre contágio emocional envolve diferentes mecanismos psicológicos, fisiológicos e neurológicos. Portanto, não é cientificamente adequado afirmar simplesmente que, ao ouvir uma reclamação, “os neurônios-espelho copiam o pessimismo” e provocam automaticamente um determinado efeito no cérebro.
O que possui respaldo mais consistente é que as emoções
expressas por outras pessoas podem influenciar as respostas emocionais,
cognitivas e comportamentais de quem as observa.
O estresse pode aumentar o cortisol
Quando uma pessoa passa por uma situação percebida como estressante, o organismo ativa sistemas de resposta ao estresse, incluindo o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Entre os principais hormônios envolvidos está o cortisol.
Estudos experimentais mostram que situações de estresse podem elevar o cortisol e produzir alterações fisiológicas e emocionais. Uma meta-análise que reuniu 61 estudos sobre estresse agudo encontrou o cortisol salivar e alterações negativas de humor entre os indicadores mais sensíveis à resposta ao estresse.
Isso ajuda a compreender por que uma conversa muito tensa ou emocionalmente desgastante pode deixar uma pessoa cansada, irritada ou menos concentrada.
Mas existe uma diferença importante: uma reação passageira
de estresse não significa que o cérebro tenha sido danificado.
Estresse e capacidade de raciocinar
A relação entre estresse e funcionamento cognitivo também é mais complexa do que costuma aparecer nas redes sociais.
Pesquisas mostram que o estresse pode interferir em processos relacionados à atenção, memória e flexibilidade cognitiva. Uma revisão sobre o cérebro sob estresse descreve alterações temporárias na atividade de circuitos envolvendo regiões como a amígdala, o córtex pré-frontal e o hipocampo.
Outra revisão sistemática, envolvendo 13 estudos e 962 participantes, encontrou evidências de que determinados protocolos de estresse agudo podem prejudicar a recuperação de memórias, especialmente quando o estresse ocorre pouco antes do teste de memória.
Isso pode ajudar a explicar aquela sensação conhecida por
muitas pessoas: depois de uma situação emocionalmente desgastante, pode ficar
mais difícil organizar os pensamentos, concentrar-se ou lembrar de determinada
informação.
O hipocampo merece atenção, mas não da maneira como dizem as redes sociais
O hipocampo participa de processos fundamentais relacionados à memória e à aprendizagem e é sensível aos efeitos dos hormônios do estresse.
Pesquisas mostram que níveis elevados ou exposição prolongada a hormônios relacionados ao estresse podem alterar o funcionamento dessa região. Revisões científicas também apontam relações entre estresse crônico, cortisol e alterações estruturais e funcionais no hipocampo.
Um estudo mais recente encontrou associação entre níveis de cortisol de longo prazo e menor volume de determinadas sub-regiões do hipocampo. Os próprios pesquisadores, porém, tratam o fenômeno dentro do contexto de exposição prolongada ao cortisol, e não de uma única conversa ou de 30 minutos de reclamação.
Portanto, é incorreto transformar esses resultados em uma
afirmação como: “30 minutos ouvindo reclamações destroem neurônios do
hipocampo.”
Reclamar faz mal?
Reclamar ocasionalmente é uma forma comum de expressar frustração, buscar apoio ou compartilhar uma dificuldade. O problema pode estar no padrão repetitivo de negatividade, especialmente quando ele se transforma em ruminação, conflito constante ou exposição frequente a situações estressantes.
A ciência oferece evidências de que emoções são socialmente transmissíveis e de que o estresse pode afetar temporariamente processos cognitivos e emocionais. Também existem evidências de que a exposição prolongada ou repetida ao estresse pode estar relacionada a alterações no funcionamento cerebral.
Por isso, mais importante do que contar os minutos de uma conversa é observar a frequência, a intensidade e o contexto dessas experiências.
Uma conversa difícil, por exemplo, não necessariamente
representa um problema. Já um ambiente cotidiano marcado por tensão permanente
pode representar uma fonte contínua de estresse.
O que fazer diante da negatividade constante?
Uma atitude equilibrada não significa abandonar alguém que está enfrentando dificuldades. Ouvir, acolher e oferecer apoio são atitudes importantes nas relações humanas.
Ao mesmo tempo, é possível estabelecer limites quando uma conversa se transforma repetidamente em um ciclo de reclamações sem perspectiva de solução.
Mudar o foco da conversa para possíveis soluções, fazer uma pausa, respirar, afastar-se temporariamente de uma situação muito tensa ou buscar atividades que favoreçam o relaxamento são estratégias simples que podem ajudar na regulação emocional.
No fim, a principal mensagem da ciência não é que “30 minutos de reclamação destroem o cérebro”. A evidência é mais cuidadosa: emoções podem ser compartilhadas socialmente, o estresse provoca respostas reais no organismo e a exposição persistente ao estresse pode afetar processos relacionados à memória, à atenção e ao funcionamento cerebral.
Por isso, cuidar do ambiente emocional em que se vive também
pode fazer parte dos cuidados com a saúde.
Fonte científica: literatura científica revisada sobre contágio emocional, estresse, cortisol, memória e funcionamento do hipocampo, incluindo revisões sistemáticas e estudos publicados em bases como PubMed e PMC.
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Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro prepara novena, procissões, missas, batismo e bênção dos animais com o tema “É Morrendo que se Vive para a Vida Eterna”
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Duas datas na memória dos radialistas
O Dia do Radialista é oficialmente comemorado no Brasil em 7 de novembro, mas a data ainda costuma gerar dúvidas entre profissionais e ouvintes. Durante décadas, 21 de setembro foi lembrado como o dia dedicado aos radialistas, tradição que permaneceu mesmo depois da mudança estabelecida pela legislação federal.
A definição oficial ocorreu em 24 de julho de 2006, quando foi sancionada a Lei nº 11.327, instituindo o Dia do Radialista em 7 de novembro. A escolha da data foi uma homenagem ao nascimento do compositor, músico e radialista Ary Barroso, ocorrido em 7 de novembro de 1903, em Ubá, Minas Gerais.
A origem da tradição de 21 de setembro
A história de 21 de setembro está relacionada à regulamentação das condições de trabalho e à remuneração dos profissionais de radiodifusão. Registros da Câmara dos Deputados apontam que, durante o governo de Getúlio Vargas, foi estabelecida uma referência de remuneração mínima para trabalhadores de empresas de radiodifusão, fato que contribuiu para a associação da data à categoria.
Com o passar dos anos, 21 de setembro consolidou-se como uma data tradicional de homenagem aos profissionais do rádio. Mesmo após a instituição do novo marco legal, a antiga data continuou sendo lembrada por parte da categoria.
Ary Barroso e a nova data oficial
A escolha de 7 de novembro está diretamente ligada à trajetória de Ary Barroso, um dos nomes importantes da música popular brasileira e também do rádio.
Autor de obras como Aquarela do Brasil, Ary Barroso teve atuação como músico, compositor, locutor e cronista esportivo. Sua ligação com o rádio foi marcante, especialmente por sua participação em programas radiofônicos e na cobertura esportiva.
Foi justamente para homenagear o nascimento do artista que a Lei nº 11.327/2006 estabeleceu oficialmente o dia 7 de novembro como o Dia do Radialista.
E onde entra o dia 25 de setembro?
Além das duas datas relacionadas aos radialistas, o calendário brasileiro também reserva 25 de setembro para o Dia Nacional do Rádio.
A data é associada ao nascimento de Edgar Roquette-Pinto, considerado um dos pioneiros da radiodifusão brasileira e fundador, em 1923, da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. A primeira transmissão radiofônica pública oficial no Brasil havia ocorrido no ano anterior, durante as comemorações do centenário da Independência.
Em 2025, o Dia Nacional do Rádio passou também a contar com uma lei específica: a Lei nº 15.101/2025 estabeleceu oficialmente a data de 25 de setembro no calendário nacional.
Três datas, uma história de comunicação
Assim, o calendário relacionado ao rádio reúne diferentes referências históricas:
21 de setembro: data tradicionalmente associada aos radialistas, ligada à história da regulamentação e da remuneração da categoria;
25 de setembro: Dia Nacional do Rádio, relacionado ao nascimento de Roquette-Pinto;
7 de novembro: Dia do Radialista oficialmente instituído pela Lei nº 11.327/2006, em homenagem a Ary Barroso.
Mais do que uma questão de calendário, as datas ajudam a contar a trajetória de uma profissão e de um meio de comunicação que atravessaram diferentes gerações.
O rádio passou pelas grandes transformações tecnológicas, chegou à era digital e atualmente também está presente na internet, nos aplicativos e nas plataformas de áudio. Ainda assim, permanece ligado à informação, à prestação de serviço, ao entretenimento e à companhia diária de milhões de ouvintes.
Por isso, independentemente da data escolhida para a homenagem, o Dia do Radialista representa uma oportunidade para reconhecer os profissionais que fazem do rádio um importante instrumento de comunicação com a sociedade.
Fonte: Farcom
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Lei nº 9.504/1997 estabelece limites sobre menções a candidatos, partidos e pesquisas; descumprimento pode levar à perda de registro ou de mandato
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Desde quinta-feira, 17 de setembro, e até o dia 29 de novembro, emissoras de rádio e televisão de todo o Brasil passam a cumprir um conjunto de restrições sobre o que transmitem a respeito de candidatos, partidos políticos, coligações e também sobre manifestações de posição política dos eleitores. As determinações estão previstas na Lei das Eleições — Lei nº 9.504/1997 — e integram o calendário eleitoral.
Quem não observar as normas pode sofrer consequências graves: o registro de candidatura ou mesmo o diploma de eleito pode ser cassado em razão do uso indevido dos meios de comunicação.
O que é permitido
Conforme orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as emissoras continuam com liberdade para promover debates políticos e citar nomes de candidatos, legendas e coligações dentro de programas jornalísticos, desde que com isenção e dentro das regras.
O que está proibido
Já a exibição de qualquer material que cite ou favoreça candidatos, partidos ou coligações fica vedada. Isso inclui não apenas peças de propaganda política, mas também menções inseridas em novelas, filmes, séries e quaisquer produções que não sejam noticiosos ou debates autorizados.
Programas que tenham no título o nome de algum candidato ou que façam menção a ele não poderão ser transmitidos até depois do segundo turno das eleições. Candidatos que exerciam a função de apresentadores de programas já deveriam ter se afastado de suas funções desde o dia 11 de agosto, conforme a legislação vigente.
Pesquisas eleitorais com restrição
Até a data do segundo turno, também não é permitido veicular imagens de pesquisas ou consultas eleitorais nas quais seja possível identificar o entrevistado. Da mesma forma, é vedada qualquer apresentação que configure manipulação de dados ou de resultados.
As regras valem para todas as emissoras, em todo o território nacional, e devem ser seguidas rigorosamente para evitar sanções aos responsáveis e aos candidatos envolvidos.
Fonte: Farcom
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| Foto: Emília São Pedro |
Celebração terá Missa em Ondina, caminhada até o Farol da Barra e adoração ao Santíssimo Sacramento
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