Deputado do PT ampliou em cerca de 68% a votação obtida em 2022 e garantiu o segundo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa do Piauí.
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| Rubens Vieira - Reeleito deputado estadual-PI |
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| Foto: Evaldo Neres |
Faltam 20 dias para o 2º turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 25 de outubro. Quem não puder comparecer às urnas deve ficar atento às opções e aos prazos para justificar a ausência junto à Justiça Eleitoral.
A justificativa é necessária para cada turno em que o eleitor deixar de votar. Assim, quem não compareceu ao 1º turno e também não puder votar no segundo deverá apresentar uma justificativa para cada ausência.
Como justificar a ausência
A justificativa pode ser apresentada por diferentes meios:
pelo aplicativo e-Título;
pelo Autoatendimento Eleitoral – Título Net;
presencialmente, em qualquer cartório eleitoral.
Quando a justificativa for apresentada após a eleição, o eleitor deverá anexar documentação que comprove o motivo que impediu seu comparecimento às urnas. O pedido será analisado pela autoridade judiciária eleitoral competente.
Também é possível justificar a ausência no próprio dia da votação, pelo e-Título ou por meio do Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE), disponível nos locais de votação e nas Mesas Receptoras de Justificativas instaladas pela Justiça Eleitoral.
Onde justificar em Cocal e Cocal dos Alves
Para eleitoras e eleitores de Cocal e Cocal dos Alves, no Norte do Piauí, a justificativa também pode ser feita presencialmente no Cartório Eleitoral da 53ª Zona Eleitoral.
📍 Cartório Eleitoral da 53ª Zona Eleitoral
Rua Olavo Bilac, nº 235, Centro – Cocal (PI)
O atendimento presencial é uma alternativa para quem preferir realizar o procedimento diretamente no cartório, observadas as orientações e os horários estabelecidos pela Justiça Eleitoral.
Quem estiver fora do município onde vota
No dia da eleição, o e-Título poderá ser utilizado por quem estiver fora do município onde vota. O aplicativo utiliza a geolocalização do aparelho para verificar a localização da eleitora ou do eleitor.
Outra opção é preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE) e entregá-lo em uma Mesa Receptora de Justificativas ou em outro local definido pela Justiça Eleitoral, acompanhado de documento oficial de identificação com foto.
Atenção aos prazos
Nas Eleições 2026, cada turno possui um prazo específico para apresentação da justificativa.
1º turno – 4 de outubro de 2026
O prazo para justificar a ausência termina em 3 de dezembro de 2026.
2º turno – 25 de outubro de 2026
O prazo para justificar a ausência termina em 8 de janeiro de 2027, conforme o calendário eleitoral estabelecido pela Resolução nº 23.760/2026.
Importante: a justificativa apresentada para um turno não vale para o outro. Quem deixar de votar nos dois turnos deverá apresentar duas justificativas.
Eleitores que estiverem fora do Brasil
Quem estiver no exterior no dia da votação também poderá justificar a ausência pelo e-Título e pelos canais de atendimento da Justiça Eleitoral.
Também será possível apresentar a justificativa em qualquer cartório eleitoral no prazo de até 30 dias contados da data de retorno ao Brasil, acompanhada da documentação que comprove o motivo da ausência.
Para quem está inscrito na Zona Eleitoral do Exterior (ZZ), a obrigatoriedade do voto é restrita às eleições para a Presidência da República.
O que acontece se a ausência não for justificada?
Quem deixar de votar e não apresentar justificativa fica em débito com a Justiça Eleitoral e deverá regularizar a situação mediante o pagamento da multa correspondente ou a apresentação de justificativa, conforme o caso.
Enquanto não estiver quite, a eleitora ou o eleitor poderá ficar sujeito a restrições previstas na legislação eleitoral, entre elas:
não obter a certidão de quitação eleitoral;
não se inscrever em concurso ou prova para cargo ou função pública;
não tomar posse em cargo público;
não renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;
não praticar atos que dependam da quitação eleitoral.
A legislação também prevê restrições relacionadas à obtenção de passaporte ou carteira de identidade perante repartições diplomáticas, ressalvadas as hipóteses previstas em lei.
Três eleições consecutivas podem levar ao cancelamento do título
A eleitora ou o eleitor que deixar de votar em três eleições consecutivas, considerando cada turno como uma eleição, e não justificar as ausências ou não pagar as multas correspondentes, poderá ter a inscrição eleitoral cancelada.
Fique atento e evite pendências
Quem não puder comparecer às urnas deve procurar uma das opções disponíveis para justificar a ausência e observar o prazo correspondente a cada turno.
Para os eleitores de Cocal e Cocal dos Alves, o atendimento presencial pode ser realizado no Cartório Eleitoral da 53ª Zona Eleitoral, na Rua Olavo Bilac, nº 235, Centro, em Cocal-PI.
Atenção aos prazos é fundamental para manter a situação eleitoral regularizada.
Contatos importantes:
➡️ Cartório Eleitoral:
📞 (86) 9 8119-4171
➡️ Tribunal Regional Eleitoral:
📞 0800 086 0086
📧 ouvidoria@tre-pi.jus.br
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
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É comum encontrar nas redes sociais a afirmação de que permanecer por 30 minutos ao lado de uma pessoa que reclama constantemente seria suficiente para “prejudicar o cérebro”. A explicação costuma envolver o chamado contágio emocional, a ação dos hormônios do estresse e possíveis efeitos sobre o hipocampo, região cerebral relacionada à memória e à aprendizagem.
A ideia contém elementos que encontram respaldo na ciência,
mas precisa ser apresentada com cuidado. Não há evidência científica sólida de
que exatamente 30 minutos ouvindo uma pessoa reclamar provoquem danos físicos
ao hipocampo ou destruam neurônios. Essa associação simplifica resultados de
pesquisas realizadas em contextos diferentes.
O que é o contágio emocional?
O contágio emocional é um fenômeno estudado pela psicologia no qual uma pessoa pode ter seu estado emocional influenciado pela expressão emocional de outra. Pesquisas mostram que expressões faciais, voz, comportamento e outras formas de interação social podem provocar mudanças nas emoções e até no comportamento de quem observa.
Isso significa que conviver repetidamente com alguém muito angustiado, irritado ou pessimista pode influenciar o estado emocional de quem está próximo. Uma revisão publicada em 2025, que analisou 277 artigos sobre contágio emocional em seres humanos, identificou a sincronização de expressões e estados emocionais como um dos fenômenos recorrentes nesse campo de pesquisa.
É importante, entretanto, não transformar esse fenômeno em
uma regra absoluta. A intensidade da influência depende do contexto, da relação
entre as pessoas, da situação vivida e de características individuais.
E os chamados neurônios-espelho?
Os neurônios-espelho são frequentemente apresentados na internet como a explicação direta para o fato de “absorvermos” a negatividade de outra pessoa. A questão, porém, é mais complexa.
A pesquisa sobre contágio emocional envolve diferentes mecanismos psicológicos, fisiológicos e neurológicos. Portanto, não é cientificamente adequado afirmar simplesmente que, ao ouvir uma reclamação, “os neurônios-espelho copiam o pessimismo” e provocam automaticamente um determinado efeito no cérebro.
O que possui respaldo mais consistente é que as emoções
expressas por outras pessoas podem influenciar as respostas emocionais,
cognitivas e comportamentais de quem as observa.
O estresse pode aumentar o cortisol
Quando uma pessoa passa por uma situação percebida como estressante, o organismo ativa sistemas de resposta ao estresse, incluindo o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Entre os principais hormônios envolvidos está o cortisol.
Estudos experimentais mostram que situações de estresse podem elevar o cortisol e produzir alterações fisiológicas e emocionais. Uma meta-análise que reuniu 61 estudos sobre estresse agudo encontrou o cortisol salivar e alterações negativas de humor entre os indicadores mais sensíveis à resposta ao estresse.
Isso ajuda a compreender por que uma conversa muito tensa ou emocionalmente desgastante pode deixar uma pessoa cansada, irritada ou menos concentrada.
Mas existe uma diferença importante: uma reação passageira
de estresse não significa que o cérebro tenha sido danificado.
Estresse e capacidade de raciocinar
A relação entre estresse e funcionamento cognitivo também é mais complexa do que costuma aparecer nas redes sociais.
Pesquisas mostram que o estresse pode interferir em processos relacionados à atenção, memória e flexibilidade cognitiva. Uma revisão sobre o cérebro sob estresse descreve alterações temporárias na atividade de circuitos envolvendo regiões como a amígdala, o córtex pré-frontal e o hipocampo.
Outra revisão sistemática, envolvendo 13 estudos e 962 participantes, encontrou evidências de que determinados protocolos de estresse agudo podem prejudicar a recuperação de memórias, especialmente quando o estresse ocorre pouco antes do teste de memória.
Isso pode ajudar a explicar aquela sensação conhecida por
muitas pessoas: depois de uma situação emocionalmente desgastante, pode ficar
mais difícil organizar os pensamentos, concentrar-se ou lembrar de determinada
informação.
O hipocampo merece atenção, mas não da maneira como dizem as redes sociais
O hipocampo participa de processos fundamentais relacionados à memória e à aprendizagem e é sensível aos efeitos dos hormônios do estresse.
Pesquisas mostram que níveis elevados ou exposição prolongada a hormônios relacionados ao estresse podem alterar o funcionamento dessa região. Revisões científicas também apontam relações entre estresse crônico, cortisol e alterações estruturais e funcionais no hipocampo.
Um estudo mais recente encontrou associação entre níveis de cortisol de longo prazo e menor volume de determinadas sub-regiões do hipocampo. Os próprios pesquisadores, porém, tratam o fenômeno dentro do contexto de exposição prolongada ao cortisol, e não de uma única conversa ou de 30 minutos de reclamação.
Portanto, é incorreto transformar esses resultados em uma
afirmação como: “30 minutos ouvindo reclamações destroem neurônios do
hipocampo.”
Reclamar faz mal?
Reclamar ocasionalmente é uma forma comum de expressar frustração, buscar apoio ou compartilhar uma dificuldade. O problema pode estar no padrão repetitivo de negatividade, especialmente quando ele se transforma em ruminação, conflito constante ou exposição frequente a situações estressantes.
A ciência oferece evidências de que emoções são socialmente transmissíveis e de que o estresse pode afetar temporariamente processos cognitivos e emocionais. Também existem evidências de que a exposição prolongada ou repetida ao estresse pode estar relacionada a alterações no funcionamento cerebral.
Por isso, mais importante do que contar os minutos de uma conversa é observar a frequência, a intensidade e o contexto dessas experiências.
Uma conversa difícil, por exemplo, não necessariamente
representa um problema. Já um ambiente cotidiano marcado por tensão permanente
pode representar uma fonte contínua de estresse.
O que fazer diante da negatividade constante?
Uma atitude equilibrada não significa abandonar alguém que está enfrentando dificuldades. Ouvir, acolher e oferecer apoio são atitudes importantes nas relações humanas.
Ao mesmo tempo, é possível estabelecer limites quando uma conversa se transforma repetidamente em um ciclo de reclamações sem perspectiva de solução.
Mudar o foco da conversa para possíveis soluções, fazer uma pausa, respirar, afastar-se temporariamente de uma situação muito tensa ou buscar atividades que favoreçam o relaxamento são estratégias simples que podem ajudar na regulação emocional.
No fim, a principal mensagem da ciência não é que “30 minutos de reclamação destroem o cérebro”. A evidência é mais cuidadosa: emoções podem ser compartilhadas socialmente, o estresse provoca respostas reais no organismo e a exposição persistente ao estresse pode afetar processos relacionados à memória, à atenção e ao funcionamento cerebral.
Por isso, cuidar do ambiente emocional em que se vive também
pode fazer parte dos cuidados com a saúde.
Fonte científica: literatura científica revisada sobre contágio emocional, estresse, cortisol, memória e funcionamento do hipocampo, incluindo revisões sistemáticas e estudos publicados em bases como PubMed e PMC.
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Deputado do PT ampliou em cerca de 68% a votação obtida em 2022 e garantiu o segundo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa do Piauí....