| Rafael Marques-Biólogo |
Quinto
maior gerador de lixo eletrônico no mundo, o Brasil ainda enfrenta o desafio
quanto a destinação correta destes resíduos, sem que haja prejuízos ao meio ambiente
e também para a saúde da população. No entanto, o desconhecimento ainda são
empecilhos para o descarte ideal e responsável.
Pesquisa
Resíduos eletrônicos no Brasil – 2021, divulgada pela Green Eletron, gestora
sem fins lucrativos de logística reversa de eletroeletrônicos e pilhas mostrou
o retrato dessa prática no país. O estudo foi conduzido pela Radar Pesquisas.
Ao
todo, 87% sinalizaram que já ouviram falar em lixo eletrônico, entretanto, um
terço (33%) pontuou que acredita que esse lixo está relacionado ao meio
digital, como spam, e-mails, fotos ou arquivos. Já para outros 42% dos
brasileiros lixo eletrônico são aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos
quebrados e 3% acreditam que são todos os aparelhos que já viraram lixo, ou
seja, apenas os que foram descartados, inclusive aqueles que acabam
incorretamente em aterros ou na natureza.
A
pesquisa também especificou alguns produtos para saber se as pessoas os
reconheciam como lixo eletrônico. Mais de 90% acreditam que celulares,
smartphones, tablets, notebooks, pilhas e baterias são lixo eletrônico e estão
corretos.
Cabe
sinalizar também que tiveram muitas respostas erradas: 51% não acham que
lâmpadas comuns, incandescentes e fluorescentes são lixo eletrônico; 34%
acreditam que lanternas não são lixo eletrônico; e 37% acreditam que balanças
não são lixo eletrônico. Na verdade, todos esses objetos são considerados lixo
eletrônico.
Nesse
sentido, o conceito de Resíduo de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE) é
todo produto elétrico ou eletrônico que é descartado por não ter mais
utilidade. Inclui grandes equipamentos como geladeiras, freezers, máquinas de
lavar; pequenos equipamentos como torradeiras, batedeiras, aspiradores de pó,
ventiladores; equipamentos de informática como computadores e celulares; e
pilhas e baterias.
Com
tantos itens, o coordenador de Engenharia, Segurança e Meio Ambiente do
Grupo Sterlix/Raiz, Rafael Marques, alerta para o problema ocasionado pelo
descarte incorreto de lixo eletrônico, tendo em vista que possuem componentes
químicos agressivos ao meio ambiente e nocivos à saúde humana.
Para ter ideia, o Brasil descartou, somente em 2019, mais de 2 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, sendo que menos de 3% foram reciclados, de acordo com o relatório desenvolvido pela Universidade das Nações Unidas.
"ele
sinaliza que Por possuírem substâncias químicas, o descarte do lixo eletrônico
necessita de uma atenção muito especial; algumas dessas substâncias são,
chumbo, cádmio, mercúrio, berílio. Em tal âmbito, ao serem dispensados
irregularmente podem provocar a contaminação do solo e da água. Em contato com
o ser humano, pode provocar doenças graves, como o câncer. Além disso, suas
embalagens demoram anos para se decompor".
Rafael
Marques também destaca para o que preconiza a Política Nacional de Resíduos
Sólidos, reiterando a expertise existente no Piauí na destinação correta de
resíduos. “A destinação correta do lixo eletrônico está prevista na Política
Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e é regulamentada pelo Decreto
Federal 10.240/2020. Este dispositivo define metas para os fabricantes,
importadores, distribuidores e comerciantes sobre a quantidade de pontos de
Entrega Voluntária (PEV) que devem ser instalados, o número de cidades
atendidas e o percentual de aparelhos eletroeletrônicos a serem coletados e
destinados corretamente", frisou Rafael marques.
Fonte:
AI Comunicações