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12/31/2016

Um pouco de Língua não faz mal a ninguém

História ou estória? Pra você que me perguntou mas...



Na hora de grafar ou falar sempre aparece aquela dúvida: qual a forma correta? história ou estória? 

Foi dada uma resposta, refutada pela maioria presente. Não satisfeito, lembrei-me de uma oração muito ouvida há alguns anos na TV: "Você precisa mudar os seus conceitos!".




A palavra estória é considerada um tipo de arcaísmo, isto é, aquelas palavras que, por serem muito antigas, quase não usamos mais. Ela era utilizada quando ainda não havia uma grafia uniformizada para as nossas palavras, mas, em 1943, com a vigência do nosso sistema gráfico, a Academia Brasileira de Letras entendeu que não deveria mais haver diferenças entre história e estória e que a palavra história deveria ser empregada em qualquer situação, seja para nomear narrativas ficcionais ou reais. Observe os exemplos:

➨A mãe contou uma história para o filho dormir.

➨Os amigos adoram contar histórias de pescador.

(Antigamente, a forma correta a ser empregada nos exemplos era estória).

➨Os alunos irão aprender sobre a história da Língua Portuguesa.

➨A turma ouviu atenta a história da vida de Machado de Assis.



➥Viu só? Agora que você já sabe qual é a maneira correta, não precisa mais ficar na dúvida, pode usar história com h em qualquer situação!


Mais? 

Confira aqui 



Por Evaldo Neres

7/13/2016

Um pouco de Língua não faz mal a ninguém

É proibido ... ou É proibida...?


Imagem: divulgação

É proibido, assim como as expressões “é preciso”, “é necessário”, “é bom” e “é permitido”, é invariável quando o sujeito não é determinado por artigo ou por certos pronomes.

Através dessa rápida definição podemos dizer qual das duas orações iniciais está equivocada!

Observe: 

É proibido a entrada de estranhos. Quem é o sujeito da frase? A entrada de estranhos. Note a presença do artigo “a” antes do núcleo do sujeito “entrada”.

Agora, vamos inverter a frase: A entrada de estranhos é proibido. Viu como fica estranho? Na há concordância entre sujeito e complemento. O certo seria: É proibida a entrada de estranhos.

“Proibida”, neste caso, concorda com “entrada”.

Agora observe: 

É proibido vender bebida alcoólica para menores de idade.

Não há presença de artigo ou pronome que determine o sujeito, que, aliás, é a própria oração subordinada reduzida de infinitivo (vender bebida):

É proibido vender bebida. Vender bebida alcoólica é proibido. Vender é proibido. É proibido vender.

Veja como ficaria estranho: É proibida vender bebida. 

Mas: É proibida a venda de bebida alcoólica, não é! Isso porque o artigo “a” e o núcleo do sujeito “venda” são femininos: A venda (de bebida alcoólica) é proibida. A venda é proibida.

Quando ficar com dúvida, inverta a frase como foi explicado acima e verifique também a presença do artigo “a”, se for o caso, use é proibida.

Outros exemplos com as expressões “é preciso”, “é necessário”, “é bom” e “é permitido”:

a) É necessário prudência ao dirigir. (sem presença de artigo)
b) É preciso cautela com determinados conselhos.
c) Não é permitido cachorros neste recinto.
d) A presença de cachorros não é permitida.
e) A água é boa para saúde.
f) Água é bom para hidratar a pele.
g) Presença de crianças nesta sala é terminantemente proibido. (note que não há presença de artigo).
h) A presença de crianças nesta sala é permitida.

Fonte: Sabrina Vilarinho/Graduada em Letras/Equipe Brasil Escola


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