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5/08/2023

Encontrado segundo cachimbo de barro na localidade Frecheiras, no município de Cocal

 

O segundo cachimbo de barro, de acordo com o professor João Passos, foi encontrado por um morador da localidade Frecheiras, na zona rural de Cocal, ao trabalhar a terra, no quintal de sua casa.




A região de Frecheiras, há várias décadas, chama a atenção pela existência de uma igreja antiga, o templo de Nossa Senhora do Rosário, considerada uma das mais antigas do Brasil.

Desta feita, a região apresenta um outro achado histórico: na última semana, o escritor-historiador e atual secretário de Cultura, professor João Passos esteve a passeio na localidade Frecheiras, no interior do município de Cocal (Norte do Piauí). Então, ao tomar conhecimento de um novo achado, foi conferir: tratava-se de um pequeno cachimbo de povos primitivos. 



Ele lembrou que no ano de 2021, na mesma região, fora encontrado o primeiro cachimbo: “Estes objetos representam um grande achado historiográfico, que denota a presença de povos primitivos, que habitaram a Planície Litorânea, em especial, na região de Frecheiras, com sua exuberante flora e seus inúmeros olhos d’água e afluentes que possibilitaram utilizarem o potencial na confecção de seus utensílios.   O primeiro objeto, naquele período, foi encontrado com restos de cerâmica, cacos de barro, provavelmente, de peças utilizadas por povos primitivos, na confecção de seus utensílios domésticos. Cabe, levantar um estudo arqueológico, para detectar a datação do cachimbo e quais povos utilizaram tal artefato”, disse.



João Passos comenta essa nova descoberta: “Desta vez, o segundo artefato foi encontrado por um ouro morador da comunidade, o Senhor Evandro de Sousa, que quando escavava o quintal de sua casa, com uma enxada, achou o pequeno objeto. Curioso, lavou-o e relatou-me o fato. Após analisá-lo, vi que se tratava de um cachimbo primitivo.  Uma obra rica com detalhes feitos à mão e desenhos, provavelmente, ritualísticos e ornamentados de forma caprichosa. O local onde ele foi encontrado é até mais distante do primeiro e, por acaso, ele nos remete a acreditar que Frecheiras é um celeiro pré-histórico. [...] O cachimbo que foi encontrado, agora, tem uma peculiaridade: há um pequeno furo numa das laterais. Provavelmente, por onde ele era pendurado por um cordão, talvez, ao pescoço de quem fumava, já que quem o usava, talvez, desconhecia a ideia de bolso, ou então, o precioso objeto deveria ser pendurado em algum suporte.  É um grande achado para o município de Cocal, para a região de Frecheiras, para a historiografia do Piauí. Esse cachimbo, com suas características peculiares, com a beleza que foi confeccionado, dá suporte para novos estudos sobre a origem dos primeiros povos daquela região”, finaliza o historiador. 

 


O artefato estará, em breve, à disposição de todos no museu da cidade.



Por Evaldo Neres

Com informações do Professor João Passos

9/24/2021

Encontrado objeto de barro possivelmente utilizado por povos primitivos no município de Cocal.

 





O professor João Passos, com auxílio dos moradores da região de Frecheiras, município de Cocal, encontrou vestígios de uma civilização primitiva.





Segundo o historiador, estes objetos representam um grande achado historiográfico, que denota a presença de povos primitivos, que residiram na região dos Cocais.  Os objetos foram encontrados com restos de cerâmica, cacos de barro, provavelmente, de peças utilizadas por povos primitivos, na confecção de seus utensílios domésticos.





O achado só foi possível após o desmatamento de uma área de mata nativa e a escavação do solo para construção de um balneário com uma grande piscina natural. Os proprietários do balneário Frecheirinha, Djane, Kleber e Andreia, ao descobrirem os objetos estranhos, procuraram o professor, João Passos, para mostrar o achado. Os objetos só foram encontrados a alguns metros de profundidade por um dos ajudantes na construção, de nome Nazário.  

Além dos cacos de argila, também foram surpreendidos pela presença de um pequeno artefato: um cachimbo de Barro ornamentado, cuidadosamente, em suas bordas. Este objeto, provavelmente, foi utilizado pelos indígenas Alongazes, primitivos habitantes do Vale do Longá, da mesma etnia dos Tremembés, que viviam as margens dos rios e riachos da bacia do Parnaíba. O artefato foi analisado pelo historiador, João Passos, que averiguou se tratar de um objeto de grande importância para a história do Piaui.

“O pajé se aproxima, detém-se à sua frente por alguns segundos e começa a rodeá-la, tragando profundamente o cachimbo e lançando-lhe grossas e sucessivas baforadas sobre a cabeça. Dedica-se um bom tempo a esse ritual preparatório para o corpo receber as energias. Cachimbo na boca, tragando as ervas e liberando fumaça, cinge toda a fronte da velha índia numa nuvem suave que, no entanto, demora a dissipar-se”.

O ritual com cachimbo era uma prática medicinal dos povos indígenas, onde   preparava a cura espiritual do enfermo, sempre iniciando pela cabeça com baforadas e dança.

O fumo tem sua origem na América Central, nas proximidades da cidade de Tobaco, região de Yucatán, em 1520,e que os colonizadores espanhóis viram pela primeira vez, a planta sendo usada pelos índios. Os nativos chamavam esses charutos ou cachimbos de tabaco (Balbach,1999).

A primeira descrição da planta de fumo foi feita por Romano Pene, parceiro de Cristóvão Colombo em sua viagem ao Novo Mundo. Em 1559, mudas da planta foram levadas para Espanha por um médico espanhol e posteriormente para Portugal. No ano de 1560, Jean Nicot, plantou no quintal de sua embaixada e usava as folhas em forma de rapé para dores de cabeça. Deve-se a ele a denominação de nicotina. Anos após, o fumo chegou à Itália e em 1585 na Inglaterra e na metade do século XVII, o hábito de fumar se alastrou na Europa e no mundo.

A descoberta dos artefatos corrobora com a presença de tribos indígenas na região das Frecheiras, lugar abundante de córregos d’água e uma fauna exuberante. Fato este, que atraiu inúmeros colonizadores, oriundos de famílias portuguesas, onde se apossaram das terras.





Não se descarta que o cachimbo possa ter sido, também, confeccionado por escravos das fazendas que ali, passaram a existir. Há relatos que os escravos introduziram o ato de fumar em seus rituais espirituais. O certo é que o achado do Cachimbo de Barro da Frecheiras, torna se um novo mistério, somado à história da igrejinha de Nossa Senhora do Rosário.







Por João Passos

 


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