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Natural de Castelo do Piauí, Francisco de Almeida construiu uma trajetória que une a advocacia pública, a poesia popular, a cultura e a valorização da história e da identidade piauiense.
Imagem ilustrativa | Edição: I
A história da literatura piauiense é construída por diferentes vozes, estilos e trajetórias. Entre esses nomes está Francisco de Almeida, natural de Castelo do Piauí, nascido em 1956, cuja caminhada reúne a experiência no campo jurídico e uma expressiva produção dedicada à poesia popular e à literatura de cordel.
Aposentado como Advogado da União de Categoria Especial, Francisco de Almeida integrou a Advocacia-Geral da União (AGU), depois de ser aprovado em diversos concursos na área jurídica. Sua formação acadêmica inclui pós-graduação lato sensu em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal, além de pós-graduação em Direito Civil e Processual Civil, pela Universidade Católica Dom Bosco, em convênio com o Marcato Cursos Jurídicos.
Mas, além das atividades ligadas ao Direito, Francisco encontrou na literatura uma importante forma de expressão.
A poesia popular como instrumento de cultura e memória
Poeta popular com mais de duzentos cordéis, entre obras publicadas e inéditas, Francisco de Almeida desenvolve sua produção em diferentes estilos e temas, utilizando a métrica, as rimas e a linguagem característica da literatura de cordel para abordar assuntos culturais, históricos, sociais e institucionais.
Sua produção também alcança temas relacionados à Justiça e à Advocacia Pública. Em seus chamados cordéis institucionais, o escritor utiliza os versos populares para aproximar o leitor de acontecimentos, instituições e personagens ligados ao universo jurídico.
A literatura, nesse contexto, transforma temas muitas vezes considerados formais ou complexos em versos acessíveis, preservando o ritmo e a tradição da cultura popular nordestina.
Entre suas produções estão títulos como “Os Três Últimos Pedidos de Alexandre, o Grande”, “A Língua Ferina é a mesma que Nina”, “Consumidor Protegido tem o Direito Garantido”, “Condutor Capaz é Trânsito em Paz”, “Nosso Sofrimento é Proporcional ao Lamento”, “Não Existe Felicidade sem um Toque de Serenidade”, “Um Sorriso com Ternura não é Remédio mas Cura”, “Humildemente me Arrisco Louvar o Papa Francisco”, “Eis o Profeta Gentileza, José Datrino foi Beleza”, “Vou ao Estádio Satisfeito porque Torcedor tem Direito” e “Carlos Said Destemido, tão Forte quanto o Apelido”.
Presença em publicações e na literatura piauiense
A produção de Francisco de Almeida também ganhou espaço em importantes iniciativas de divulgação da literatura do Piauí.
Segundo informações reunidas pelo Projeto Piauí em Letras, o escritor integra o acervo de biografias comentadas do projeto, que registra e divulga a trajetória de escritores piauienses.
Seu nome também aparece em publicações oficiais do grupo, incluindo as coletâneas “Piauí em Letras VII, VIII & IX”, contribuindo para o registro da produção literária do Estado.
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Outro destaque é sua participação na Revista de Repente, da Fundação Nordestina de Cordel, na qual possui 66 publicações, evidenciando sua presença no cenário da poesia popular.
Membro de academias literárias
A atuação de Francisco de Almeida ultrapassa a produção individual. O escritor ocupa cadeiras em diferentes instituições acadêmicas e culturais.
Entre elas estão a Academia de Mestres Maçons, na Cadeira nº 86, cujo patrono é Joel Borges; a Academia Piauiense de Literatura de Cordel (APLC), Cadeira nº 01, tendo como patrono Firmino Teixeira do Amaral; a Academia Piauiense de Trovas, Cadeira nº 33, patrono Bilé Carvalho; e a Academia Piauiense de Poesia, Cadeira nº 37, patrono Abdias da Costa Neves.
Também integra a Academia Longaense de Letras, Cultura, História e Ecologia (ALLCHE), na Cadeira nº 13, cujo patrono é Jacinto Bezerra Sobrinho, e a Academia Mundial de Letras da Humanidade, que tem como patrono Pedro Nonato da Costa.
Essas participações refletem o reconhecimento de sua atuação no universo das letras e da cultura.
Do cordel às emissoras de rádio e televisão
Francisco de Almeida também levou a literatura de cordel para além dos livros e folhetos.
Ao longo de sua trajetória, participou de diversos eventos e programas de rádio e televisão, apresentando e divulgando a poesia popular. Entre essas participações está a TV Justiça, de âmbito nacional, ampliando o alcance de sua produção e contribuindo para a divulgação da literatura de cordel.
Sua atuação demonstra como o cordel pode ocupar diferentes espaços, dialogando tanto com a cultura popular quanto com instituições e meios de comunicação.
Honrarias pelo trabalho desenvolvido
O trabalho desenvolvido ao longo dos anos também lhe rendeu diversas homenagens.
Entre as honrarias recebidas está a Comenda do Mérito Renascença do Estado do Piauí, concedida pelo Governo do Estado, com medalha e diploma.
Francisco de Almeida também recebeu a Medalha do Mérito Eleitoral “Desembargador José Vidal de Freitas”, Classe Especial, concedida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), além da Medalha de Amigo do Exército, concedida pelo 25º Batalhão de Caçadores, em Teresina.
Na área acadêmica e literária, recebeu ainda o Diploma e Medalha de Doutor em Literatura de Cordel e o Título Honoris Causa, acompanhado de Diploma e Medalha de Doutor em Filosofia Universal, Ph. I. Filósofo Imortal, concedidos pela Academia Mundial de Letras da Humanidade, fundada e presidida pelo poeta Camilo Martins.
As raízes de Castelo do Piauí presentes nos versos
Nascido em Castelo do Piauí, Francisco de Almeida mantém em sua trajetória literária elementos ligados à memória, à cultura e à identidade piauiense.
A experiência vivida desde a infância no município aparece como parte da bagagem cultural que acompanha sua produção. Por meio dos versos, o escritor ajuda a preservar histórias, personagens, costumes e aspectos da cultura do Piauí.
Seu trabalho representa, dessa maneira, uma ponte entre diferentes mundos: o conhecimento jurídico, a tradição da poesia popular, a história e a identidade cultural de seu Estado.
Um nome respeitado entre os escritores piauienses
A atuação de Francisco de Almeida também se destaca pela contribuição a obras de outros escritores. Seu conhecimento e experiência fazem com que seja frequentemente convidado para prefaciar livros e produzir textos de orelha para publicações locais.
Essa participação amplia sua contribuição para além de sua própria obra, ajudando também na valorização e divulgação de outros autores da literatura piauiense.
Uma trajetória que une conhecimento e cultura
A história de Francisco de Almeida revela uma trajetória marcada pela diversidade. De um lado, uma carreira consolidada no Direito, construída com formação acadêmica e aprovação em concursos públicos. De outro, a dedicação à poesia popular, à literatura de cordel e à preservação da memória cultural.
Com centenas de cordéis publicados ou ainda inéditos, presença em revistas e coletâneas, participação em academias, eventos, rádios e televisão, o escritor se tornou uma referência entre aqueles que trabalham pela valorização da literatura popular no Piauí.
Sua caminhada mostra que Direito e poesia, conhecimento acadêmico e cultura popular podem caminhar lado a lado, produzindo uma obra que ultrapassa os limites de uma profissão e se transforma em registro de uma época, de um povo e de uma identidade.
Francisco de Almeida é, portanto, mais um dos nomes que ajudam a escrever, em versos e histórias, a rica trajetória cultural do Piauí.
Fonte pesquisada: Projeto Piauí em Letras.
Blog Evaldo Neres — Informação que acontece, notícia que chega até você.
Idealizado
pelo Conselho Estadual de Cultura do Piauí (CEC), o programa Formação de
Plateia Cultural desta quinta-feira, 29 de abril, fará um 'Passeio pela
Literatura de Cordel', com o professor, editor, produtor cultural e conselheiro
do CEC, Cineas Santos. A atração retorna ao seu dia habitual, após ter cedido
espaço na última segunda (19) para a solenidade ancorada pelo Museu do Piauí,
em alusão ao Dia Nacional do Índio.
Com
a apresentação da coordenadora do Centro Cultural M. Paulo Nunes, Poliana Sepúlveda,
o Formação de Plateia Cultural fará um resgate histórico na literatura de
cordel do Piauí, alavancando as vivências, trajetória e respaldo do professor
Cineas Santos, que desde o Sertão do Caracol, em Campo Formoso, acumula uma
imensidão de obras, que retratam a nossa gente, a nossa cultura, a nossa arte.
Amante
da poesida popular, a singularidade no acervo de obras do professor Cineas
Santos dará um toque mais do que especial no programa. A transmissão ao vivo da
edição do Formação de Plateia Cultural ocorrerá a partir das 11h por todas as
Plataformas digitais da TV Garrincha. Será imperdível.
O
Formação de Plateia Cultural traz semanalmente grandes atrações, e visa
valorizar a nossa arte, assim como a cultura e história do povo do Piauí.
O
programa é plural e estampa os variados 'rostos' da nossa gente, mostrando a
qualidade dos artistas locais, sendo uma plataforma de difusão da riqueza
imaterial do nosso Estado.