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12/20/2022

Descarte irregular dos resíduos das clínicas veterinárias traz riscos à saúde


Assim como outros serviços de saúde, hospitais, clínicas veterinárias e pet shops também devem se atentar ao descarte dos resíduos sólidos. A destinação incorreta pode colocar em risco a saúde dos pets e da população em geral, incluem-se restos de pelos contaminados, remédios, vacinas, antissépticos e produtos químicos. No caso de partes do corpo ou animais mortos é necessário um cuidado especial para evitar risco de contágio, dependendo da doença, por exemplo.

De acordo com a legislação, empresários do setor precisam ficar atentos para a destinação correta dos resíduos, observando os itens das regulamentações de gestão e o gerenciamento de resíduos sólidos no país. Por exemplo, a lei nº 12.305, de agosto de 2010, instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS e a RDC 222, de 28 de março de 2018 que regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde.

No Piauí, o Grupo Natus Ambiental, por meio da Estéril Ambiental, é especializado no transporte, transbordo, tratamento e destinação correta dos resíduos de serviços de saúde. A empresa conta com todas as certificações e licenças exigidas pelos órgãos públicos, além de possuir o que existe de mais moderno em tecnologia para uma prestação de serviço com qualidade e responsabilidade. Tudo isto, conduzido por uma equipe técnica preparada e treinada constantemente. 



O coordenador do setor de engenharia, segurança e meio ambiente do Grupo Natus Ambiental, Rafael Marques, explica que o descarte irregular dos resíduos dos hospitais veterinários e pet shops impactam a saúde pública e o meio ambiente pela presença patógenos que podem causar algum tipo de zoonose. Ele explica como é a destinação adequada no caso de carcaças e resíduos que tiveram contato com secreções e fluidos desses animais.

"É feito o acondicionamento em bombonas ou caçamba com tampa e lacre, ou ainda qualquer outro recipiente resistente, impermeável, de fácil identificação. O armazenamento precisa ser feito de maneira segura e em locais devidamente identificados, cobertos, impermeabilizados e exclusivos, sendo obrigatório passar por um tratamento antes da disposição final; o objetivo é evitar que microrganismos nocivos sejam dispensados no meio ambiente", sinaliza.

Cada resíduo da saúde passa por armazenamento e tratamento distintos, por exemplo carcaças de animais devem ser incineradas.  Por isso, é essencial que todo o trabalho seja feito por uma empresa capacitada e com expertise na área. 



Fonte: AI Comunicação

8/03/2022

B-R-O-BRÓ chegando: Destinação incorreta do lixo é aliada do aumento da temperatura

 

Imagem: Evaldo Neres

Com o fim do período chuvoso no Piauí, a população já aguarda a chegada do período mais quente do ano, denominado de B-R-O-BRÓ, que começa em setembro e segue até o mês de dezembro.

A temperatura no período ultrapassa a marca de 40º C, levantando uma série de cuidados na realização das atividades ao ar livre.

No entanto, cada piauiense também pode contribuir para que não haja um aquecimento ainda maior com o passar dos danos, adotando atitudes sustentáveis. Tal indicativo converge também para uma cobrança às autoridades quanto ao cumprimento dos itens previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que baliza, por exemplo, para a destinação correta dos resíduos.

Neste sentido, é de ciência dos especialistas que a falta de uma gestão correta de resíduos sólidos impacta diretamente a sociedade e o meio ambiente. Por exemplo, afetando a regulação do clima global, já que determinados processos envolvendo resíduos podem emitir Gases do Efeito Estufa (GEE): a decomposição da matéria orgânica libera gás metano, enquanto a queima descontrolada de certos materiais produz dióxido de carbono, óxido nitroso e hexafluoreto de enxofre.  São esses os quatro principais gases responsáveis pela instabilidade do efeito estufa.

O biólogo e coordenador de Engenharia e Meio Ambiente da Raiz, empresa vinculada ao Grupo Natus Ambiental, explica os prejuízos que a má destinação dos resíduos sólidos provoca para o planeta, elevando o aquecimento. Parra se ter ideia, de acordo com os cientistas dos Centros Nacionais de Informação Ambiental da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), em 2020, a temperatura média global ficou 0,9°C acima da média do século 20, alcançando o maior aquecimento já registrado. 

"A má gestão do lixo como responsável por emitir 6 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, montante é equivalente ao gás gerado anualmente por 3 milhões de carros movidos a gasolina", indicou o biólogo, citando o estudo do Departamento de Economia do Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (SELURB) sobre a permanência de lixões como local de descarte do lixo no Brasil e a queima irregular de resíduos. 

No Piauí, como aponta relatório do Tribunal de Contas do Estado, a maioria dos municípios ainda possuem lixões, mesmo faltando menos de dois anos para o prazo definido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) para o fim desses espaços. Assim, apenas com uma ação integrada entre sociedade e Poder Público será possível alcançar o desenvolvimento sustentável e evitar o superaquecimento.



Fonte: AI Comunicações

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