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| Imagem: Evaldo Neres |
Com
o fim do período chuvoso no Piauí, a população já aguarda a chegada do período
mais quente do ano, denominado de B-R-O-BRÓ, que começa em setembro e segue até
o mês de dezembro.
A
temperatura no período ultrapassa a marca de 40º C, levantando uma série de
cuidados na realização das atividades ao ar livre.
No
entanto, cada piauiense também pode contribuir para que não haja um aquecimento
ainda maior com o passar dos danos, adotando atitudes sustentáveis. Tal
indicativo converge também para uma cobrança às autoridades quanto ao
cumprimento dos itens previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS),
que baliza, por exemplo, para a destinação correta dos resíduos.
Neste
sentido, é de ciência dos especialistas que a falta de uma gestão correta de
resíduos sólidos impacta diretamente a sociedade e o meio ambiente. Por
exemplo, afetando a regulação do clima global, já que determinados processos
envolvendo resíduos podem emitir Gases do Efeito Estufa (GEE): a decomposição
da matéria orgânica libera gás metano, enquanto a queima descontrolada de
certos materiais produz dióxido de carbono, óxido nitroso e hexafluoreto de
enxofre. São esses os quatro principais
gases responsáveis pela instabilidade do efeito estufa.
O
biólogo e coordenador de Engenharia e Meio Ambiente da Raiz, empresa vinculada
ao Grupo Natus Ambiental, explica os prejuízos que a má destinação dos resíduos
sólidos provoca para o planeta, elevando o aquecimento. Parra se ter ideia, de
acordo com os cientistas dos Centros Nacionais de Informação Ambiental da
National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), em 2020, a temperatura
média global ficou 0,9°C acima da média do século 20, alcançando o maior
aquecimento já registrado.
"A
má gestão do lixo como responsável por emitir 6 milhões de toneladas de dióxido
de carbono na atmosfera, montante é equivalente ao gás gerado anualmente por 3
milhões de carros movidos a gasolina", indicou o biólogo, citando o estudo
do Departamento de Economia do Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza
Urbana (SELURB) sobre a permanência de lixões como local de descarte do lixo no
Brasil e a queima irregular de resíduos.
No
Piauí, como aponta relatório do Tribunal de Contas do Estado, a maioria dos
municípios ainda possuem lixões, mesmo faltando menos de dois anos para o prazo
definido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) para o fim desses
espaços. Assim, apenas com uma ação integrada entre sociedade e Poder Público
será possível alcançar o desenvolvimento sustentável e evitar o
superaquecimento.
Fonte:
AI Comunicações