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1/28/2026

Países da Ásia reforçam cuidados após surto de vírus considerado grave


Vários países da Ásia começaram a reforçar as medidas de saúde em aeroportos e fronteiras após a confirmação de um surto do vírus Nipah na Índia, no estado de Bengala Ocidental. Pelo menos cinco casos já foram confirmados na região, o que acendeu o alerta em países vizinhos.

O vírus Nipah é considerado muito perigoso, com alto risco de espalhamento e elevada taxa de mortalidade. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) o classifica como um vírus prioritário para vigilância global.

Diante da situação, países como Tailândia, Nepal e Taiwan voltaram a adotar medidas semelhantes às usadas durante a pandemia da Covid-19. Entre elas estão a triagem de passageiros, o monitoramento de sintomas e a coleta de informações de saúde de viajantes.


Medidas adotadas nos países

Na Tailândia, passageiros que chegam de Bengala Ocidental passam por verificação de febre e recebem orientações médicas nos aeroportos de Suvarnabhumi, Don Mueang e Phuket. O governo também reforçou a limpeza e os planos de resposta sanitária, principalmente no aeroporto de Phuket, que recebe voos diretos da cidade indiana de Kolkata.

No Nepal, os controles foram ampliados no Aeroporto Internacional Tribhuvan, em Katmandu, e nos principais pontos de fronteira com a Índia. Postos de triagem foram instalados, e hospitais da região receberam orientações para identificar e informar rapidamente casos suspeitos.

Já em Taiwan, o governo estuda classificar a infecção pelo vírus Nipah como doença de notificação obrigatória no nível máximo. A proposta ainda passará por consulta pública durante 60 dias antes de ser oficializada. O país mantém um alerta de viagem intermediário para o estado indiano de Kerala.


O que é o vírus Nipah?

O vírus Nipah é transmitido principalmente por morcegos que se alimentam de frutas. As pessoas podem ser infectadas ao consumir alimentos contaminados ou pelo contato direto com pessoas infectadas.

Os sintomas iniciais costumam incluir febre, dor de cabeça, dores no corpo, vômitos e dor de garganta. Em casos mais graves, a doença pode causar problemas respiratórios e afetar o sistema nervoso, levando à inflamação no cérebro (encefalite).

O período entre o contágio e o surgimento dos sintomas geralmente varia de 4 a 14 dias, mas pode chegar a até 45 dias em alguns casos.

A taxa de mortalidade do vírus Nipah é considerada alta, variando entre 40% e 75%, dependendo da rapidez do atendimento médico. Ainda não existe vacina nem tratamento específico, e os cuidados médicos são voltados para o controle dos sintomas e das complicações.

Já houve registros de transmissão entre pessoas, principalmente em ambientes hospitalares e entre familiares e cuidadores. No Brasil, não há registros nem alertas ativos relacionados ao vírus até o momento.



Fonte: Pleno News

6/13/2025

Tragédia aérea inédita: Queda de Boeing 787 na Índia deixa 241 mortos e um sobrevivente

Imagem: Reprodução/REUTERS

Pela primeira vez na história da aviação, um Boeing 787-8 Dreamliner caiu, deixando uma marca dolorosa e inédita para a fabricante americana. A tragédia aconteceu nesta quinta-feira (12), em Ahmedabad, na Índia, apenas 30 segundos após a decolagem. Das 242 pessoas a bordo, 241 perderam a vida — apenas um passageiro sobreviveu.


30 segundos até o impacto

O voo da Air India, com destino a Londres, decolou às 13h38 (horário local). O avião subiu até aproximadamente 190 metros, mas logo começou a perder altitude e colidiu com o prédio de uma escola de medicina, explodindo em seguida. Câmeras de segurança e vídeos feitos por moradores captaram os momentos finais da aeronave ainda com o trem de pouso estendido e os flaps recolhidos — um possível indício de falha técnica ou erro de configuração.

O local do impacto era um refeitório universitário lotado no horário do almoço. Médicos e estudantes estavam presentes, e mais de 50 pessoas ficaram feridas no solo. A cena logo virou um cenário de guerra: destroços espalhados, chamas intensas e voluntários tentando resgatar possíveis sobreviventes.


A única vida salva

A única pessoa que sobreviveu à queda foi Vishwash Kumar Ramesh, cidadão britânico de 40 anos. Ele estava visitando familiares na Índia e ocupava o assento 11A, junto a uma saída de emergência. Mesmo ferido, com hematomas no rosto, tórax e pés, Vishwash conseguiu sair dos destroços e caminhar até receber socorro. Ele afirmou que tudo aconteceu muito rápido: um estrondo, a queda e, quando percebeu, estava cercado por corpos.

A família de Vishwash celebrou sua sobrevivência, mas também chorou a morte de seu irmão, que estava no mesmo voo. A história de Vishwash é considerada um verdadeiro milagre diante da magnitude da tragédia.


Nacionalidades das vítimas

A bordo estavam:

169 indianos

53 britânicos

7 portugueses

1 canadense

12 tripulantes


As autoridades indianas montaram um centro de apoio psicológico e de informações para familiares das vítimas, enquanto hospitais locais receberam dezenas de feridos — inclusive os atingidos no prédio do colégio médico.


Repercussão internacional e investigação

O piloto era experiente, com mais de 8 mil horas de voo, e as condições climáticas estavam favoráveis no momento da decolagem. Esse foi o primeiro acidente fatal envolvendo um Boeing 787-8, modelo que entrou em operação em 2011.

Peritos dos Estados Unidos, Reino Unido e Portugal já foram mobilizados para ajudar na investigação liderada pelo Departamento de Acidentes Aéreos da Índia. A Boeing declarou total disposição para colaborar, enquanto o governo indiano prometeu uma apuração completa e rigorosa.

“Não deixaremos pedra sobre pedra”, declarou o ministro da Aviação da Índia.


Comoção global

Líderes da Índia, Reino Unido, Portugal e Canadá manifestaram solidariedade às famílias das vítimas. Em Londres, o aeroporto de Gatwick montou um centro de apoio para parentes dos passageiros que aguardavam a chegada do voo.


Um acidente que abala a confiança

Acidentes aéreos são raros, mas quando acontecem, impactam profundamente a opinião pública. O Boeing 787 era até então um símbolo de inovação e segurança. A queda em Ahmedabad reabre discussões sobre manutenção, protocolos de decolagem e treinamento de tripulação.

A tragédia também lança luz sobre a importância da transparência nas investigações e do apoio às vítimas e familiares — tanto no ar quanto em solo, onde vidas também foram perdidas.




Fonte: G1


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