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8/12/2021

Saúde mental em tempos de Pandemia

 Medo do desconfinamento deve ser monitorado pelos pais, alerta o psicólogo.


Carol Costa Júnior-Psicólogo

O retorno às aulas presenciais acendeu um alerta dentro de muitas famílias. A realidade de isolamento que a pandemia da Covid-19 impôs, agora passa por uma nova fase, que é o medo do desconfinamento entre crianças e adolescentes. A situação pode se tornar um problema de saúde mental grave e pode ocasionar impedimentos para que eles retomem a vida de forma saudável, como, por exemplo, voltar a vida escolar.

O psicólogo do Sistema Hapvida, Carol Costa Júnior, alerta para uma explosão na procura dos atendimentos psicológicos, devido ao aumento de doenças mentais agravado pela pandemia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), antes da pandemia, o Brasil já era o país mais ansioso do mundo e, também, apresentava a maior incidência de depressão da América Latina, impactando cerca de 12 milhões de pessoas.

O especialista alerta que a realidade imposta pela Covid-19 está gerando uma multidão de ansiosos e as crianças e os adolescentes foram os mais impactados.

Carol Costa explica que uma alternativa para prevenir que o medo se torne patológico é o diálogo entre pais e filhos e a observação dos comportamentos. “É interessante os pais darem todo apoio e trazerem essa criança, esse adolescente para a realidade. Vale a pena estar com esse medo todo? Se você está tomando todas as orientações que as autoridades sanitárias estão lhe falando, vale a pena você ter este medo? É preciso trazer para o real e aí esse medo irracional a gente já começa a destruir”, afirma o especialista do Hapvida.

Segundo ele, podemos já está na quarta onda, que seria a de doenças mentais, porque a pandemia potencializou muitos traumas que já existiam. Neste sentido, o apoio dos pais é muito importante para que o medo do desconfinamento entre crianças e adolescentes não evolua para ansiedade, depressão ou síndrome do pânico.




Fonte: AI comunicações

6/29/2020

A relação entre o medo e a pandemia




Carol Costa Júnior /Hapvida

O medo é um dos sentimentos mais comuns nos últimos tempos. Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e os riscos de contrair o vírus, muitas pessoas despertaram esse e outros sentimentos que, se não controlados, podem trazer sérios problemas para a saúde mental e a convivência interpessoal. “Precisamos ficar atentos, adotar medidas preventivas e evitar a contaminação da Covid-19, mas é preciso controlar alguns sentimentos para evitar prejuízos à saúde mental a curto e longo prazo”, destaca o coordenador do setor de psicologia do Sistema Hapvida, Carol Costa Júnior.

Com a retomada dos grandes setores do comércio no Piauí, as pessoas temem a saída de casa e a exposição ao vírus. Segundo o psicólogo, esse sentimento é normal, desde que não se torne algo exagerado e que atrapalhe na rotina do dia a dia. Apesar de todos os males causados pelo vírus, é preciso tentar pensar também nas coisas boas que estão acontecendo neste período de pandemia. Como, por exemplo, a valorização das relações, a importância da convivência familiar saudável, as novas possibilidades no ambiente virtual e novos serviços desenvolvidos. 

Para o especialista, a hora de ficar alerta é quando perceber que para você ou algum familiar a ideia de sair de casa desenvolve muita ansiedade e pensamentos negativos, como pensar que vai morrer, por exemplo. “A maior preocupação é que essas sensações podem aumentar os níveis de ansiedade e estresse em pessoas saudáveis ou se acentuar em indivíduos que já tem doenças psíquicas”, afirma. 

Outra questão significativa é que, mesmo com o fim da pandemia, as sequelas psicológicas podem permanecer na maior parte dos indivíduos. “Mesmo que tudo isso passe, os males emocionais podem continuar por muito tempo. Por isso, é importante observar bem esses sentimentos e suas proporções e, se necessário, procurar ajuda profissional o mais rápido possível”, finaliza o psicólogo Carol Costa Júnior. 


Assista ao vídeo.


Fonte: AI Comunicações

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