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1/19/2026

Janeiro Branco: um chamado coletivo ao cuidado com a saúde mental

 


A Campanha Janeiro Branco é um movimento social e cultural que nasceu no Brasil, em 2014, com um propósito claro e urgente: chamar a atenção da sociedade para a importância da saúde mental. Desde então, a iniciativa vem crescendo e, atualmente, mobiliza pessoas em diversas partes do mundo, reforçando a necessidade de falar, cuidar e agir em favor do bem-estar emocional.


Realizada anualmente no mês de janeiro, a campanha aproveita o simbolismo do início de um novo ano para convidar à reflexão sobre a vida, as emoções, os relacionamentos e os projetos pessoais e coletivos. Assim como uma folha em branco, janeiro representa a oportunidade de reescrever histórias, rever escolhas e priorizar o cuidado com a mente.


Ao longo do mês, milhares de voluntários, profissionais da saúde, educadores, comunicadores e instituições públicas e privadas promovem ações de conscientização, como palestras, rodas de conversa, campanhas educativas e atividades comunitárias. Essas iniciativas buscam quebrar tabus, combater o preconceito e incentivar o diálogo aberto sobre saúde mental em todos os espaços da sociedade.


Mais do que sensibilizar pessoas, o Janeiro Branco também atua para influenciar políticas públicas, defendendo a ampliação do acesso a serviços de saúde mental e a construção de estratégias de cuidado mais humanas, inclusivas e eficazes. A campanha reforça que saúde mental é um direito de todos e deve ser tratada como prioridade.


Cuidar da mente é essencial para uma vida mais equilibrada, saudável e com sentido. O Janeiro Branco nos lembra que falar sobre emoções, pedir ajuda e oferecer apoio são atitudes de responsabilidade individual e coletiva, fundamentais para a construção de uma sociedade mais consciente, solidária e humana.




7/12/2024

Cuidando das emoções: o que 'Divertida Mente 2' nos ensina sobre saúde mental

 


Raiva, inveja, alegria, tristeza, ansiedade, nojo, vergonha, tédio e medo. Esses sentimentos podem estar presentes no dia a dia das pessoas e mostram que gerir as emoções é uma habilidade vital para manter a saúde mental e o bem-estar. O assunto está em evidência, pois é o tema central do filme 'Divertida Mente 2', que ilustra de forma lúdica e educativa a complexidade das sensações humanas, reforçando a mensagem de que todas têm um papel importante em nossas vidas.

A neuropsicóloga Jessyca Gabriella César Silva, da Hapvida NotreDame Intermédica, destaca a importância de reconhecer e lidar com as emoções e alerta que negá-las ou reprimi-las pode levar a problemas, como ansiedade, depressão e transtornos de humor.

“Compreender nossas emoções é essencial para promover uma saúde emocional positiva. Quando reconhecemos e avaliamos nossos sentimentos, somos capazes de lidar com eles de maneira saudável e construtiva”, frisou.

A especialista chama atenção para a necessidade de não reagir no calor da emoção, seja ela positiva ou negativa. Ela recomenda que é importante parar e respirar; e ensina um exercício: você pode contar até 10, tomar um gole d’água ou apenas respirar profundamente, utilizando técnicas como a respiração diafragmática.

“O processo de parar, respirar, observar e então responder permite que você possa agir de uma outra forma que não seja por impulso. Isso traz inteligência às suas emoções: seja raiva, tristeza, frustração ou tantas outras, você passa por esse processo para assim reagir de uma maneira consciente, evitando arrependimentos”, explica.

Sobre a tristeza, Jessyca afirma que esse é um sentimento comum, mas, quando se torna persistente, afetando o bem-estar mental, surge a necessidade de compreender e abordar suas raízes.

A inveja, que também aparece em 'Divertida Mente 2', pode estar associada à baixa autoestima e à dificuldade de reconhecer o próprio valor. “Saber como lidar com a inveja significa entender que as emoções negativas se manifestam em qualquer pessoa, mas que elas não determinam sua maneira de agir diante das situações. Desse modo, é possível se policiar, dar mais atenção aos seus sentimentos e traçar alternativas para se livrar do que gera incômodos”, orienta a profissional.

Outro fato interessante é que no filme a raiva e a ansiedade não têm nariz, e a teoria é que são emoções que mexem com a respiração. Conforme a neuropsicóloga, a raiva surge ao enfrentarmos obstáculos percebidos como hostis, enquanto a ansiedade se manifesta em situações de incerteza. Técnicas de controle respiratório são eficazes para gerir essas emoções, ajudando a tomar decisões mais ponderadas e evitando reações impulsivas.



Fonte: AI Comunicação

1/10/2024

Manter a saúde mental inclui encontrar mecanismos para enfrentar adversidades, afirma psicólogo

 


Em 2024, a campanha Janeiro Branco completa 10 anos de existência e já mostra que alcançou um dos seus objetivos: a conscientização sobre a importância do bem estar mental

Metade dos brasileiros acredita que a saúde mental é, hoje, a principal pauta do país em termos de bem-estar da população. Segundo pesquisa realizada pela Ipsos, 52% mencionaram o tema como o de maior preocupação, acima do câncer, que é visto como a questão mais grave ligada à saúde por 38% dos entrevistados.

Mesmo assim, ainda existe muito equívoco quando o assunto é tratado porque muitos confundem ter saúde mental com não ter problemas ou estar livre de sofrimentos.

Manter a saúde mental não significa ficar livre de sofrimentos ou se blindar de situações difíceis. Assim explica o psicólogo da Hapvida NotreDame Intermédica, Carol Costa.  O especialista explica que a dificuldade em lidar com emoções e atribulações é uma porta aberta para depressão, ansiedade, síndrome do pânico, melancolia, dentre outras complicações.

“Nunca se falou tanto nesse assunto como nos últimos tempos, tendo em vista que passamos por uma pandemia que suscitou importantes debates sobre o tema. É importante ressaltar que saúde mental não está unicamente relacionada a coisas positivas. Ela também envolve lidar bem com as dificuldades da vida. É você estar bem, inclusive, na adversidade”, afirma, ressaltando que o grande objetivo é estar preparado para lidar melhor com as mais diversas situações. 

Dicas importantes

Compreender que o cotidiano é repleta de oscilações, estabelecer limites em relação a si e ao próximo, praticar atividades prazerosas e buscar ajuda especializada destacam-se entre alternativas viáveis diante da busca por equilíbrio.

 

Sobre a Hapvida NotreDame Intermédica

Com 78 anos de experiência a partir das aquisições durante sua história no país, a Hapvida NotreDame Intermédica é hoje a maior empresa de saúde e odontologia da América Latina.  A companhia, que possui mais de 66 mil colaboradores, atende cerca de 15,8 milhões de beneficiários de saúde e odontologia e tem à disposição a maior rede própria de atendimento com um sistema integrado que conecta as unidades das cinco regiões do país. Todo o aparato foi construído a partir de uma visão abrangente e integrada, voltada ao cuidado da saúde por meio de 87 hospitais, 77 prontos atendimentos, 331 clínicas médicas e 269 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.



Fonte: A I Comunicação

10/30/2023

Sancionada lei de autoria do deputado Rubens Vieira que trata sobre saúde mental


De autoria do Deputado Estadual, Rubens Vieira (PT), foi sancionada pelo Governador em exercício, Themistocles Filho, a lei que garante a implementação de estratégias para a saúde mental em Instituição de Ensino Público e Privada do Estado do Piauí.

A presente lei objetiva promover o bem-estar psicológico dos estudantes e colaboradores, prevenir o adoecimento mental e melhorar o desempenho escolar, tendo como estratégias, o treinamento para os professores e colaboradores das escolas sobre saúde mental, transtornos mentais e as melhores práticas para auxiliar estudantes com problemas emocionais; orientação para os estudantes sobre como lidar com a depressão e outros transtornos e informar  sobre a importância de buscar ajuda profissional, recursos disponíveis na escola e estratégias para lidar com o estresse e a ansiedade.

“Nas estratégias de ação, também devem ser realizados eventos, palestras e workshops sobre saúde mental para estudantes, professores e demais profissionais da educação onde cada instituição deve designar um profissional, que será responsável por coordenar a estratégia de saúde mental”, explicou Rubens Vieira.

Cada escola deve realizar avaliações periódicas para medir a eficácia das políticas de saúde mental e implementar alterações caso seja necessário. “Fico muito feliz com mais uma lei sendo sancionada e espero contribuir muito mais”. Finalizou o parlamentar.



Fonte: Ascom

2/15/2023

Psicólogo afirma que Crnaval pode ser oportunidade de conexão com melhoria da saúde mental

 


Feriados mais prolongados, como, por exemplo, o Carnaval, é a festa em que algumas pessoas enxergam a oportunidade de estarem desacelerando.  “As pessoas veem aí a oportunidade, tem um tempo para si próprio, de desestressar, de desacelerar, a grande pedida é essa, porque a gente vive num mundo que tá em constante movimento, velocidade o tempo todo e que nós somos muito cobrados, explica o psicólogo, do Hapvida NotreDame Intermédica, Carol Costa Júnior. 


Segundo o psicólogo, quando nos referimos a folga estamos falando dessas atividades laborais, por isso não é incomum as pessoas buscarem por lugares mais calmos, mais tranquilos, onde eles vão poder relaxar, ter um momento com a família e isso é imprescindível para a saúde mental.


Carol Costa explica que a idade também influencia na escolha entre agito e tranquilidade no Carnaval. “Os mais jovens naturalmente gostam de algo mais agitado, pois é o momento da vida, momento de novas experiências, momentos do desenvolvimento que você busca muito essa coletividade”, acrescenta o especialista do Hapvida NotreDame Intermédica.


A busca por um local mais sossegado, um momento onde você pode estar com sua família ou até estar na própria casa também é uma forma de desacelerar e manter o equilíbrio, consequentemente evitando a fadiga mental. “Evita ansiedade, evita estresse. Então, é um dos momentos onde você vai além das férias. É uma opção também de estar conectado com si próprio e não com os afazeres, o corre-corre da vida diária”, afirma.


Aqueles que não vão para a folia e vão permanecer em casa podem usar de algumas táticas para desacelerar e aproveitar o momento dentro da própria casa em atividades que ajudem a relaxar. “Qualquer momento, hoje pelo ritmo de vida que se leva, esse tipo de conexão é extremamente benéfico psicologicamente e isso vai fazer com que você se reconecte com as pessoas”, finaliza o psicólogo.


Dicas:

1. Colocar em prática alguns projetos antigos, por exemplo, aquele quarto para arrumar, faxinar gavetas, armários, que também é terapêutico. E se puder fazer isso com a ajuda dos seus, a família, atividades em grupo e jogos em grupo, melhor ainda.


2. Com a família, assistir um bom filme juntos, debater sobre aquele filme, é um momento de se reconectar com a família. Oportunidade de fazer leitura coletiva, ao invés de ficar em casa apenas conectado à internet.



Fonte: AI Comunicação

1/30/2023

Cocal: Saúde realiza culminância da campanha Janeiro Branco

 


A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através do CAPS e com total apoio da Prefeitura de Cocal, realizou na manhã da última sexta-feira, dia vinte e sete, uma ação alusiva a campanha Janeiro Branco.



Estiveram presentes a secretária de Saúde Fabrícia Vieira, as coordenações do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF), Atenção Básica e os agentes comunitários de saúde.




A campanha Janeiro Branco, busca ampliar a conscientização do cuidado com a saúde mental e, portanto, as ações das equipes de saúde durante esse período têm como objetivo demonstrar a importância das pessoas não deixarem o cuidado com sua saúde mental para depois. Por isso o município dispõe de profissionais qualificados para atender qualquer situação necessária, não apenas durante a referida campanha, mas em todos os meses do ano, tanto na sede do CAPS, Centro de Especialidades e na Unidade Básica de Saúde São Francisco.











Por Evaldo Neres

Fonte: Secretaria de Saúde

 

6/19/2022

Crises de ansiedade entre jovens se tornam mais frequentes

 

Carol Costa Júnior-Psicólogo

Entre as consequências causadas pela pandemia da Covid-19, a situação de adolescentes e jovens chama atenção para a saúde mental. Uma pesquisa realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) referente ao ano de 2021, revelou que 19% dos adolescentes e jovens entre 15 e 24 anos se sentem mais deprimidos ou sem interesse em fazer as coisas. No Brasil, esse percentual é maior, chegando a 22%. Esta situação já levou 90% dos países pesquisados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a incluir saúde mental e apoio psicossocial em seus planos de resposta à Covid-19, mas permanecem grandes lacunas e preocupações.

Segundo o psicólogo do Sistema Hapvida, Carol Costa Júnior, a explosão de doenças mentais relacionadas à pandemia da covid-19 é ainda mais acentuada entre os jovens. “Foi difícil para todo mundo. Ainda estamos nos adaptando e, principalmente, para os jovens que viram toda a dinâmica mudar e de repente perder toda uma liberdade”, explica o especialista. Para Carol, o desencadeamento de muitos transtornos socio-emocionais agravou o processo de saúde mental.

Ele explica que um dos transtornos mais comuns entre os adolescentes é a ansiedade e chama atenção para o fato de que vários sinais são dados e que é preciso ficar atento a eles. “A gente começa a ver sinais não só da ansiedade, como da depressão. Muitos começam a ter insônia, o sono fica logo impactado; seja dormir muito ou dormir pouco. Choro fácil, taquicardia, tremores, sudorese e dores no corpo. Isso a gente chama de psicossomatização. Vamos ficar atentos a estes sinais que são os mais comuns”, explica.







Fonte: AI Comunicação

5/07/2022

Dia das Mães: psicóloga chama atenção para a saúde mental materna

 

Maio é considerado o mês das mães, mas uma parte essencial da maternidade, e ainda pouco discutida, é a saúde mental materna. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão pós-parto afeta cerca de 1 em cada 6 mulheres, uma problemática com incidência comum, emergindo a necessidade de uma compreensão mais alargada deste fenómeno.


Psicóloga Ivana Teles


Segundo a psicóloga do Sistema Hapvida, Ivana Teles, além de causar prejuízos para a saúde e a autoestima da mulher, esse transtorno pode dificultar a amamentação e o vínculo entre mãe e filho.


“É uma fase de muitas alegrias, mas também de muitos desafios para mulheres, afinal de contas, é muito comum surgirem anseios, medos e inseguranças. Esses sentimentos são naturais nessa fase, mas em algumas mães, esses sentimentos são tão intensos, que podem gerar depressão pós parto e, nestes casos as mães precisam de ajuda profissional”, explica a psicóloga. 


“Existem alterações hormonais que vão alterar o humor dessa mãe, mas também existem situações que podem potencializar tudo isso. E, por isso, é tão importante a rede de apoio nesse momento. É importante que todos que estejam ao redor possam perceber esses sinais para induzir essa mulher ao tratamento adequado, com a consulta ao psiquiatra, ir ao psicólogo, e em casa construir e fortalecer a sua rede de apoio nesse momento”, acrescentou Ivana Teles.


Sinais de depressão pós-parto


A psicóloga do Sistema Hapvida, Ivana Teles alerta ainda que depressão pós-parto não é “frescura” ou “fraqueza''. Mulheres que desenvolvem depressão pós-parto possuem maior risco de desenvolver depressão em um outro momento da vida. Se não for tratada, a depressão pode durar vários meses. Algumas sintomas são:


- Humor deprimido ou mudanças de humor severas;

- Choro excessivo;

- Dificuldade de desenvolver uma ligação amorosa com o bebê;

- Afastamento da família e dos amigos;

- Alterações no apetite: falta de apetite ou comer muito mais do que o habitual;

- Incapacidade de dormir (insônia) ou dormir demais (hipersônia;

- Fadiga abrupta ou perda de energia;

- Redução do interesse e prazer nas atividades que a mãe costuma realizar;

- Intensa irritabilidade e raiva;

- Medo frequente da mulher não ser uma boa mãe;

- Sentimentos de inutilidade, vergonha, culpa ou inadequação;

- Diminuição da capacidade de pensar com clareza, concentrar-se ou tomar decisões;

- Ansiedade grave e ataques de pânico;

- Pensamentos relacionados a prejudicar a si mesma ou ao bebê;

- Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.





Fonte: AI Comunicações

 

2/13/2022

Especialista fala da saúde mental de crianças e adolescentes durante a pandemia

 

Carol Costa Júnior

Não saber lidar com os anseios é um dos principais problemas da saúde mental na atualidade. “Seja com ansiedade ou depressão. A humanidade, hoje, se vê adoecida no sentido de que não sabe lidar com seus anseios, desejos, frustrações e, cada vez mais, a sociedade vai se moldando ao imediatismo”, afirma o psicólogo Carol Costa Júnior, especialista do Sistema Hapvida.

Com a disseminação da covid-19, este problema foi agravado e muitos profissionais afirmam que esta doença não é apenas do vírus, mas também de uma pandemia de medo e estresse que atinge em cheio crianças e adolescentes. Uma a cada 4 crianças apresentam sinais de ansiedade e depressão; além disso, o aumento de casos de suicídio e a chamada "síndrome da gaiola", - medo de sair de casa - são algumas das questões que preocupam especialistas. Os dados são de um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa monitorou 7 mil crianças e adolescentes em todo o país.

“A situação da pandemia agravou. Existiam pessoas que já sofriam de ansiedade, depressão e síndrome do pânico que, agora, já vem com um gatilho mental de pessoas que estão apresentando compulsividade e mania de limpeza andando com álcool o tempo todo”, explica o psicólogo.

Há uma grande preocupação com a população infanto-juvenil por conta das consequências do isolamento e distanciamento social que deve ser quebrado com o retorno às aulas presenciais, ainda sob cuidados e protocolos mantendo distância. Entre as recomendações dos especialistas estão a organização de uma agenda que equilibre horários de estudos e tempo para brincar, evitando excessos de eletrônicos e internet. O contato com os avós, parentes e amigos e a regulação do acesso a notícias sobre a pandemia é outra indicação.
Além de procurar um especialista, confira alguns hábitos que podem ajudar a manter a saúde mental de crianças e adolescentes:

· Investir em exercícios e ações que auxiliem na redução do nível de estresse agudo (meditação, leitura, exercícios de respiração, entre outros mecanismos para situar o pensamento no momento presente);

· Manter ativa a rede socioafetiva, estabelecendo contato, mesmo que virtual, com familiares, amigos e colegas;

· Procurar, na medida do possível, investir em diversões conjuntas com eles. Gerenciar o tempo para o uso de telefones celulares e mídias virtuais;

· A rotina para as crianças é essencial. Procure fazer um planejamento adequando as tarefas de acordo com a idade. Defina horários para brincar, organizar o quarto e os brinquedos, comer, tomar banho, estudar, assistir televisão e claro, ter momentos de liberdade;

· Com adolescentes, o mais recomendado é auxiliar nas tarefas de casa, fazer um curso online, tarefas da escola e determinar um horário específico para ficar na internet etc. Em ambos os casos, é importante que você separe um tempo do seu dia para fazerem coisas em conjunto.



Fonte: AI Comunicações


1/07/2022

Organização e desorganização: excesso são sinais de alerta para a saúde mental

 


Imagem: Reprodução - Revista Amanhã


É comum pessoas que sofrem de ansiedade ter que lidar com a desorganização e bagunça do espaço quando a sua ansiedade está no auge.  Os casos de pessoas que se veem em um labirinto em meio a desordem são comuns, porque ansiedade e desordem frequentemente andam juntas. Estudo publicado no Boletim de Personalidade e Psicologia Social, concluiu que a confusão às vezes se traduz em um sentimento de depressão, especialmente se outras pessoas comentarem a bagunça. A desordem muitas vezes significa que há muitos estímulos em seu ambiente, o que por sua vez, torna difícil se concentrar.

O problema central, segundo profissionais da saúde, não é a desordem em si, mas como a pessoa reage à situação. Se a desordem é paralisante e impede as pessoas de realizar atividades corriqueiras precisa de investigação profissional, pois pode existir tanto um quadro de transtorno obsessivo compulsivo grave como um caso de ansiedade que precisam ser tratados.

Segundo o psicólogo Carol Costa Júnior, do Sistema Hapvida, a desorganização pode ser indicadora até de uma depressão. “A pessoa fica muito largada, não se preocupa com as coisas, muito jogado, começa a inclusive a não prestar atenção na própria higiene pessoal. Desorganizado com si próprio, com questões de horário, com as relações interpessoais, aí talvez sim, seja um comportamento patológico no sentido de que as coisas não estão indo bem”, explica

Ele explica ainda que é importante essa percepção por parte dos pais no caso das crianças e dos adolescentes, dos amigos para que o apoio se faça efetivo. “Perceber, tentar chegar nessa pessoa da melhor forma possível para que essa pessoa busque ajuda”, acrescenta.


Excessos devem ser investigados

Seja na organização ou na desorganização, o equilíbrio, segundo o psicólogo, é chave na identificação do problema. Desorganização demais e obsessão por organização não são bons sinais. “O excesso na busca dessa organização também é indicativo de ansiedade. Então você começa a transferir aquela angústia para uma atividade e essa atividade pode ser a busca da organização. Lembrando que há um estado natural onde nós buscamos organizar o ambiente, mas quando isso se torna obsessão já se torna um comportamento patológico. Se você apresenta um excesso determinado comportamento já é um sinal. Então há um desequilíbrio já é o indicativo de algo que esteja acontecendo”, afirma.  Além de buscar ajuda profissional é possível tomar algumas atitudes que podem ajudar com o problema:


Analise como a confusão lhe prejudica

Pensar em como, especificamente, a desordem está interferindo nas atividades e objetivos. Diminui o seu espaço? Interfere que encontre objetos importantes? É importante ter o seu espaço arrumado para se sentir bem no local? Assim será possível concentrar os esforços na organização do espaço correto pelos motivos certos.


Peça ajuda

Pode parecer bobagem pedir ajuda para se organizar, mas não é. Pelo contrário, é recomendado por profissionais que o problema seja dividido com alguém. Na falta de um profissional procure ler sobre o tema e pôr em prática as orientações de artigos confiáveis.


Um passo por vez

Não tentar fazer tudo de uma vez e ir ultrapassando etapas. Começar por pequenos passos como escolher uma área menor para organizar. Se você se sentir ansioso enquanto está em meio a organização, tente fazê-lo em intervalos curtos de tempo, seja 15 minutos por dia, ou 1 hora, uma vez por semana, ou melhor, o que funcionar para sua programação. Expandir lentamente a duração das sessões de organização.



Fonte: AI Comunicações


8/12/2021

Saúde mental em tempos de Pandemia

 Medo do desconfinamento deve ser monitorado pelos pais, alerta o psicólogo.


Carol Costa Júnior-Psicólogo

O retorno às aulas presenciais acendeu um alerta dentro de muitas famílias. A realidade de isolamento que a pandemia da Covid-19 impôs, agora passa por uma nova fase, que é o medo do desconfinamento entre crianças e adolescentes. A situação pode se tornar um problema de saúde mental grave e pode ocasionar impedimentos para que eles retomem a vida de forma saudável, como, por exemplo, voltar a vida escolar.

O psicólogo do Sistema Hapvida, Carol Costa Júnior, alerta para uma explosão na procura dos atendimentos psicológicos, devido ao aumento de doenças mentais agravado pela pandemia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), antes da pandemia, o Brasil já era o país mais ansioso do mundo e, também, apresentava a maior incidência de depressão da América Latina, impactando cerca de 12 milhões de pessoas.

O especialista alerta que a realidade imposta pela Covid-19 está gerando uma multidão de ansiosos e as crianças e os adolescentes foram os mais impactados.

Carol Costa explica que uma alternativa para prevenir que o medo se torne patológico é o diálogo entre pais e filhos e a observação dos comportamentos. “É interessante os pais darem todo apoio e trazerem essa criança, esse adolescente para a realidade. Vale a pena estar com esse medo todo? Se você está tomando todas as orientações que as autoridades sanitárias estão lhe falando, vale a pena você ter este medo? É preciso trazer para o real e aí esse medo irracional a gente já começa a destruir”, afirma o especialista do Hapvida.

Segundo ele, podemos já está na quarta onda, que seria a de doenças mentais, porque a pandemia potencializou muitos traumas que já existiam. Neste sentido, o apoio dos pais é muito importante para que o medo do desconfinamento entre crianças e adolescentes não evolua para ansiedade, depressão ou síndrome do pânico.




Fonte: AI comunicações

4/07/2021

Saúde mental em meio à pandemia e a necessidade de descanso

 



A preservação da saúde mental neste momento de enfrentamento ao novo coronavírus deve ser uma preocupação de todos. Na entrevista com o psicólogo do Sistema Hapvida, Carol Costa Júnior, ele fala sobre os reflexos do estresse e da pressão que a pandemia da Covid-19 tem causado na maioria das pessoas, sejam elas profissionais da área da saúde ou não. Um dos aspectos importantes neste momento em que a prática do home office se tornou necessária e mais frequente é ter um momento reservado para o descanso. O profissional também apresenta algumas dicas para tentar amenizar a pressão pela qual toda a sociedade tem passado.


Por que as pessoas sentem culpa quando tiram um momento de descanso no seu dia a dia?

Carol Costa Júnior - Na verdade, as pessoas têm andado cada vez mais preocupadas e mais apressadas. Então, nesse ritmo, no que é cobrado, hoje o dia não tem mais vinte e quatro horas, né? Parece que o dia tem pouquíssimas horas, é tudo ao mesmo tempo agora, quando você pensa que não, a manhã já acabou, a tarde já se foi e já é um outro dia. É como se tudo estivesse acelerado. E se de repente, você que tem as suas obrigações, você que é cobrado, em algum momento você tira um descanso, algo do tipo é como se você freasse esse ritmo, o que causa uma impressão de que você está perdendo tempo ou que você não está rendendo, não está sendo produtivo, ou seja, algo ficou pra trás. Na verdade, é uma impressão de que se dá justamente pelo ritmo louco e a cobrança cada vez maior. Essa cobrança que não para, de forma alguma, em cima do que a pessoa produz no dia a dia. Então, cada vez que você respira, é como se você estivesse perdendo tempo e algo que você poderia estar produzindo e você não está naquele momento. E essa produção é o tempo todo, toda hora, infelizmente.


O estresse causado  pela pandemia da Covid-19  aumentou essa necessidade?

Carol Costa Júnior - O estresse já existia antes, mas estamos vivendo uma situação de grande preocupação e de muita expectativa, o que aumenta a ansiedade.  Essa cobrança acelerada do mundo em que a pessoa só produz, já existia. Com a pandemia aumentou o medo, o receio, a preocupação e faz realmente com que tudo isso cresça. Não só por estarmos lidando com o inimigo invisível, o que já aumenta a ansiedade, pois não vemos, mas sabemos que ele existe e que ele mata. Ou seja, o inimigo que começou na Ásia, cruzou fronteiras, cruzou oceanos e agora é uma realidade em todo o mundo. Isso já é para pessoas mais sensíveis uma causa de grande ansiedade e consequentemente evoluir muitas vezes para uma depressão. Infelizmente. E aí existem vários componentes em saúde mental que nesse momento precisam ser trabalhados. Para que a gente possa viver mais e melhor e interagir com essa demanda problemática que é uma pandemia.  É um momento de incertezas. Muitas coisas que eram tendências agora são uma realidade,  como o ensino a distância, o comércio virtual e outras adaptações.

Qual é o benefício imediato de se programar as pausas de descanso?
Carol Costa Júnior - Obviamente que a importância de se ter uma rotina é fundamental para você. Se você está o tempo todo no mercado de trabalho, há uma cobrança muito grande no seu trabalho, você esquece um pouco da sua família, vida pessoal, lazer e tudo tem que ser equilibrado. Temos sim que começar a programar o tempo, organizar no sentido de que todas as outras esferas da vida também sejam contempladas. Precisamos de momentos de relaxamento, momentos de atividades prazerosas, dar atenção aos nossos amigos, cônjuges, isso é ter saúde mental. A partir do momento que você não consegue mais ter isso, uma parte da sua vida vai ficando debilitada, vai precisando de atenção. E aí, imagine que se eu estou só mergulhado no trabalho, eu vou ter problemas familiares, vai me trazer estresse, angústia, isso também vai refletir no meu trabalho. Então, é muito interessante que se tenha aí uma programação dessas pausas, porque também o ócio é produtivo. Está sem fazer nada, também é interessante.


O descanso contribui para a produtividade? Como?

Carol Costa Júnior -  Precisamos de momentos de relaxamento, para respirar ou até mesmo momento pra ficar parado mesmo, sem fazer nada. Também é produtivo, o cérebro precisa descansar, precisa também estar munido de coisas prazerosas para que ele possa liberar, por exemplo, a dopamina, endorfina, que são hormônios neurotransmissores relacionados ao prazer. Se você ficar só no trabalho e na expectativa de cumprir prazos, aí vai ter um grande acúmulo de cortisol. Que é o responsável pelo estresse. E isso vai desencadeando algo muito maior, porque funciona como uma bola de neve. Por isso da explosão na procura de terapia. Os consultórios estão lotados, abarrotados de pessoas que adoeceram emocionalmente, psicoemocionalmente, durante essa essa situação de pandemia, infelizmente. É necessário, sim, pausas. O cérebro precisa também estar sem fazer nada e até atividades prazerosas, para que ele possa ser mais produtivo. Pessoas que vivem atribuladas, exacerbadas não dormem bem e um dos grandes indicadores de que a sua saúde mental não está indo bem, é o sono. E se você não dorme bem, você não produz

Quem está em home office também tem essa necessidade? Como isso pode ser feito, quais dicas podem ajudar?
Carol Costa Júnior -  Interessante que quem está em home office também sente a necessidade de provar e mostrar que está sendo produtivo. O home office não diminui o trabalho, pelo contrário, existe também uma cobrança muito grande. Estar em casa tem que produzir tanto quanto produzia presencialmente ou até mais. Tem-se essa impressão. Ou seja, o trabalho só foi pra casa, não quer dizer que você vá relaxar e tal. Dependendo da tensão que você tenha, o interessante é que você consiga conciliar as demandas exatamente com o turno do seu trabalho. Vou produzir tal coisa agora pela manhã, à tarde eu vou finalizar tal coisa. Começar a ter uma rotina e não prospectar coisas complicadas nem difíceis e nem acelerar o seu processo de trabalho, porque certamente o seu cérebro vai cobrar, vai cobrar lá na frente. Temos que respeitar nossos limites, assim também como temos que respeitar nossas pausas para garantir uma boa saúde mental e, consequentemente, uma boa produtividade.

Algumas dicas para melhorar o tempo e manter a saúde mental
1. Metas. Estabeleça metas de pequeno, médio, longo prazo, não vá com muita sede ao pote.

2. Organização. Você tem prazos, tem tempo, metas, mas você é um ser humano, é necessário que respeite. É necessário que você saiba os seus limites. Você pode atender todas as demandas se tiver o mínimo organização e periodicidade.

3. Atenção a sintomas - Muitas pessoas reclamam de cabeça, tonturas, sudorese, irritabilidade, distúrbio do sono, a falta dele, a insônia, descontrole do apetite, são sinais de que você já está sendo afetado pelo estresse. Saiba perceber essas nuances e ao menor sinal busque ajuda especializada, procure um psicólogo. É importantíssimo que você saiba ler esses sinais e interpretar os sintomas do que está acontecendo com você e também com pessoas próximas.




Fonte: AI Comunicações


1/10/2020

Entenda a importância de cuidar da saúde mental



A correria do dia a dia, o imediatismo em resolver problemas ou obter respostas rápidas tem deixado grande parte da população estressada e ansiosa, provocando alterações emocionais, fazendo com que se perca o equilíbrio mental.

O assunto é sério e atinge tantas pessoas que o primeiro mês do ano (Janeiro Branco) faz um alerta sobre a saúde mental. O Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo e o quinto em casos de depressão. Pensando nisso, a psicóloga do Hapvida Saúde, Irancarla Meneses, destaca quais os sinais da depressão, e como identificar o momento de procurar auxílio profissional. “Não há um padrão, os motivos para buscar um psicólogo podem ser vários: conflitos internos, estresse, depressão e a procura por desenvolvimento pessoal, são alguns deles. Em resumo, tudo que estiver te impedindo emocionalmente de viver de forma saudável é um motivo para buscar ajuda psicológica”, indica.

Irancarla Meneses destaca a importância de entender seus limites e aceitá-los, de modo a evitar uma cobrança desproporcional, o que pode prejudicar a sua saúde mental. “O primeiro passo é a auto-avaliação, necessária para se observar o grau de prioridades que se dá aos afazeres do dia a dia. Algumas perguntas precisam ser respondidas como: será que é necessária tanta urgência em resolver ou responder algo? Caso não responda agora, quais as conseqüências? Isso irá me afetar tanto assim? Sabendo responder essas perguntas, faremos uma escala de prioridades, o que facilita o nosso dia a dia”, orienta.

Para manter a mente saudável, a psicóloga do Hapvida ainda aconselha que sejam destinados momentos para o lazer. “Conhecer os seus limites e aceitá-los é uma outra forma de prevenir o descontrole emocional. Ter momentos de lazer, estar perto das pessoas que te fazem se sentir bem, aprender a dizer não às pessoas e às situações que não nos fazem bem, sair da nossa zona de conforto, ser gentil com você mesmo e com os demais é fundamental para manter a mente saudável. Também é interessante praticar atividade física para reduzir a ansiedade”, frisa.




Fonte: AI Comunicações

5/27/2019

Saúde mental de crianças e adolescentes que sofrem abusos



Psicóloga Alana Campelo explica os principais impactos na vida de crianças e adolescentes, sobre ajuda e tratamentos.




Celebrado anualmente no último dia 18 de maio, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes reforçou o alerta aos pais quanto os cuidados com os filhos.

De acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos, é assustador o número de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no país. Por isso, foi criada esta data com o intuito de ajudar a combater este mal que destrói a vida de milhares de jovens todos os anos. Dados do Disque 100 apontam que, apenas em 2017, foram feitas mais de 84 mil denúncias desse tipo no serviço. No Piauí, 1130 denúncias em 2017 em 494 apenas no primeiro semestre de 2018.

Em entrevista exclusiva, a Psicóloga Alana Campelo pontua a necessidade de luta contra o Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e os caminhos para se combater as consequências nefastas de um problema que ainda atinge o Brasil.

Qual o impacto que o abuso sexual pode causar nas crianças e adolescentes no âmbito psicológico?

- O que percebemos é que os problemas de saúde mental e social relacionados a violência sexual de crianças e adolescentes podem gerar consequências como ansiedade, transtornos depressivos, baixo desempenho na escola, alterações de memória, comportamento agressivo, violento e até tentativa de suicídio. E a gente percebe que esses sintomas manifestados em consequência do abuso sexual tem uma diferença em relação a faixa etária. Geralmente as crianças do ponto de vista pré-escolar sofrem com ansiedade, pesadelo, transtorno de estresse pós-traumático e comportamento sexual inadequado. As crianças partir dos 4 anos, que já tem uma vida escolar, manifestam medo, distúrbios neuróticos, agressão, pesadelos, dificuldades na escola, hiperatividade e comportamento regressivo. E quando passamos a observar do ponto de vista da adolescência é mais comum haver depressão, isolamento, comportamento suicida, comportamentos auto lesivos, queixas somáticas, fugas, abuso de substâncias e comportamento sexual inadequado. Porém alguns sintomas são comuns a essas três fases, que são sempre relacionados a questão dos pesadelos, comportamento melancólico, depressivo, retraimento, isolamento, agressão ou comportamento regressivo.

Como os pais podem identificar que algo está acontecendo com os filhos?

-Mudanças comportamentais são os principais indicativos que algo pode estar acontecendo. Vamos supor: se a criança que era alegre, afetuoso começa a se tornar retraída, tristonha, chorosa, irritada ou agressiva; se começa a ter pesadelos ou um sonho mais agitado, se começa a falar palavrões, fazer gestos obscenos, atitudes erotizadas impróprias para a sua idade,  ou demonstrar exagero em interesse por órgãos sexuais, se tiver uma diminuição brusca do rendimento escolar, significativo aumento ou diminuição do apetite, se mostrar uma aversão ou medo inexplicável em relação a determinadas pessoas ou gêneros e se recusar a ir em determinados lugares que ia, e gostava de ir.

Há características físicas também que devem são importantes observar como a criança ou adolescente que começa a apresentar coceiras ou vermelhidão nos órgãos genitais ou sujeira incomum nas roupas íntimas. Caso sejam verificadas situações como estas os pais ou responsáveis devem investigar, de maneira acolhedora e sem pressionar, perguntando informações do dia a dia, dando a criança ou ao adolescente a oportunidade de contar algo que possa ser identificado como abuso. Um ponto muito importante nesse acolhimento é acreditar no que foi relatado, para que a criança e adolescente se sinta protegido e para que possamos denunciar. Embora as crianças sejam criativas e fantasiem muitas coisas, apenas 6% dos casos os abusos são relatados como não-verdadeiros.

Como trabalhar a mente das crianças e adolescentes que sofreram abuso?

- Uma vez a violência já sendo instalada, o ideal é fazer acompanhamento psicológico tanto a criança quanto a família, até mesmo por se tratar de um processo muito doloroso, que tenta fazer a ressignificação de todo esse momento. Mas uma coisa que a gente sempre tenta estabelecer é que a palavra de ordem tem que ser a prevenção. Os pais devem sempre estar trabalhando, conversando com os filhos, orientando, ouvindo e acreditando neles por mais absurdo que estejam contando. Dispor de tempo para eles, saber com quem seu filho está ficando nos momentos de lazer, conhecer os colegas, pais de coleguinhas, estabelecer esse diálogo, falar com seu filho, lembrar que o abuso sexual pode ocorrer principalmente nos primeiros anos é muito importante. As veze a gente fica se perguntando: mas como posso estar estabelecendo esse diálogo? Podemos iniciar esse processo ensinando aos nossos filhos, aos 3 anos de idade, o nome das partes do corpo dele. A partir dos 3 e até os 5 anos explicar o que é privativo nele, que são aquelas partes cobertas pela roupa de banho. Aprender a dizer não, falar a diferença do que é o bom toque, do que é um mal toque. A partir dos 5 anos a criança deve ser sempre orientada sobre sua segurança pessoal e alertada sobre as principais situações de risco e após os oito anos já pode ser iniciada a discussão sobre os conceitos, regras de conduta sexual que são aceitas pela família e fatos básicos de reprodução humana. Eu acredito que a prevenção, o diálogo de você sempre estar colocando um ambiente acolhedor, receptivo favorece e ajuda nesse processo de prevenção.


Crime hediondo

Em maio de 2014 foi sancionada a lei que torna classifica como crime hediondo o crime de exploração sexual de criança, adolescente ou pessoa vulnerável. Quem for condenado pela prática também fica impedido de obter anistia, graça ou indulto. A legislação prevê para o condenado por esse crime uma pena de quatro a dez anos de detenção.

O “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes” foi instituído a partir da aprovação da Lei Federal nº. 9.970/2000.

Como surgiu o Dia Nacional Contra o Abuso e Exploração Sexual Infantil.

A escolha desta data é em memória do “Caso Araceli”, um crime que chocou o país na época. Araceli Crespo era uma menina de apenas 8 anos de idade, que foi violada e violentamente assassinada em 18 de maio de 1973. Este crime, apesar de hediondo, ainda segue impune.

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído oficialmente no país através da lei nº 9.970, de 17 de maio de 2000.

No Brasil, o Disque 100 é um serviço gratuito disponibilizado pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República que registra denúncias anônimas de jovens que se sintam ameaçados ou que sofreram qualquer tipo de abuso ou exploração sexual.



Fonte: AI Comunicações

4/01/2019

Viçosa do Ceará | Exclama o poeta cocalense: 'A cidade chorou'

O historiador, professor e poeta, João Passos, da cidade de Cocal (Norte do Piauí), presta sua homenagem à cidade de Viçosa do Ceará (CE).



Imagem: João Passos



Viçosa de luto


Ah! Viçosa, cidadezinha encantadora da serra do Ceará.
Princesa  Ibiapabana, linda como é, na região, não há.
De teus encantos: casarões, ruas, praças e monumentos.
Fostes erguida num patamar e desfila majestosa pela passarela do ar.

Tuas lendas indígenas, teu lindo e rico  boqueirão.
É tua sina ser bonita, faceira, delicada flor do sertão.
Das nuvens que se afinam como o branco do Algodão.
Das escadarias  que te leva as portas da ostentação.


Imagem: João Passos

Cidadezinha, Viçosa do Ceará, que tem ligação com o altíssimo.
Nos degraus entre flores, serras e grandes palmeiras  a balançar.
Nas escadarias, o santíssimo, de braços abertos a te abençoar.
Buscando do alto  a magia, o encanto e a alegria deste pomar.

É madrugada, no singelo momento de agonia, as lágrimas do céu caíam.
Silenciosamente, um manto branco e frio  de nevoa cobria o lugar.
E aquecia aqueles que, com a proteção de Cristo, na noite dormiam.
A grande estátua de braços abertos,  na madrugada,  ao chão desabou.

Nos primeiros raios de sol, uma cidade perplexa, atônita acordou.
Meio ao grande barulho, na madrugada, vindo do desmoronamento.
A notícia, rapidamente, espalhou-se pelas ruas, ruelas e praças a lamentar.
Cobriu se de luto! A cidade chorou! E na ânsia dolorosa, sentiu-se desprotegida.
Os céus choraram convulsivamente a perda do oráculo e nuvens escuras cobriram o altar.


Imagem: Evaldo Neres
Seus filhos, olhavam incrédulos para o alto entre a neblina celestial.
O Cristo de braços abertos não mais estava lá, a contemplar a cidade.
Desceu a terra, postou-se ao pé da serra, do fato sacramental.
Caminhou contra o vento e tombou ao pé da incredulidade.
Agora, uma escada leva a um céu sem Deus, uma igreja sem céu, e um alto sem bênção.


Imagem: Evaldo Neres



Autor: João Passos







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