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3/26/2025

Glifosato e suas repercussões na saúde humana: Tudo o que você deve entender


O glifosato é uma substância herbicida frequentemente empregada na agricultura para o controle de plantas infestantes. Apesar de ser eficaz para o setor agrícola, sua aplicação tem gerado discussões por conta de possíveis perigos à saúde humana. Neste artigo, exploramos as consequências do contato com o glifosato e o que a ciência diz sobre seus impactos.

O glifosato é um componente ativo presente em herbicidas, como o famoso Roundup, utilizado na erradicação de plantas indesejadas. Ele funciona bloqueando uma enzima crucial para o desenvolvimento das plantas, impossibilitando sua manutenção. Desde que foi lançado comercialmente na década de 1970, tornou-se o pesticida mais empregado globalmente.


O contato com o glifosato pode acontecer de várias maneiras:

- Ingestão de alimentos: Os resíduos do pesticida podem ser encontrados em grãos, frutas e vegetais que foram pulverizados.

- Água poluída: O glifosato tem a capacidade de penetrar em fontes de água adequadamente tratada.

- Contato direto: A aplicação do produto expõe mais os agricultores e trabalhadores do campo.

- Inalação: Indivíduos que residem próximos a zonas agrícolas têm a possibilidade de inalar partículas do pesticida.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o glifosato como "possivelmente carcinogênico para humanos". Pesquisas indicam uma possível conexão com o linfoma não-Hodgkin, uma forma de câncer que impacta o sistema linfático.

Estudos sugerem que o glifosato pode funcionar como um desregulador endócrino, modificando a liberação hormonal e potencialmente impactando a fertilidade e o crescimento fetal.

O herbicida tem o potencial de impactar a flora intestinal, eliminando bactérias benéficas e estimulando o desenvolvimento de microrganismos nocivos. Isso pode levar a complicações gastrointestinais, inflamação e até mesmo a uma diminuição do sistema imunológico.

Existem pesquisas indicando que a exposição contínua ao glifosato pode estar ligada a enfermidades neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, além de possíveis efeitos no desenvolvimento cognitivo infantil.

Estudos indicam que a exposição ao glifosato pode elevar a probabilidade de abortos espontâneos, malformações congênitas e outras dificuldades reprodutivas.

Entidades reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), definem padrões para a presença de glifosato em alimentos. Contudo, alguns profissionais da saúde defendem que até mesmo quantidades mínimas podem representar perigos à saúde a longo prazo.


Qual é a melhor maneira de se proteger?

Escolha alimentos orgânicos para diminuir a absorção de resíduos de glifosato na alimentação.

Prepare frutas e vegetais adequadamente antes de serem consumidos.

Previna-se contra exposição direta, especialmente se atua no campo. Ao manipular herbicidas, use equipamentos de proteção.

Acompanhe pesquisas e legislações, já que a discussão acerca da segurança do glifosato segue avançando.

Órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência de Proteção Ambiental Americana (EPA), estabelecem normas para a presença de glifosato em alimentos. No entanto, alguns especialistas em saúde argumentam que mesmo pequenas quantidades podem representar riscos à saúde a longo prazo.

Opte por alimentos naturais para reduzir a absorção de vestígios de glifosato na dieta.



Referências: 

BBC News Brasil

CCE Fiocruz

Editora Essentia


2/05/2025

Dengue tipo 3 retorna ao país e a Organização Mundial da Saúde faz um alerta.

Foto: Reprodução/Fiocruz

O Piauí identificou 236 possíveis casos de dengue este ano, dos quais 126 foram confirmados até o momento. Embora o número de óbitos seja inferior ao do mesmo período do ano anterior, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) emitiu um aviso sobre a presença do vírus tipo 3 da enfermidade. Segundo a FMS, o vírus não era detectado desde 2008 e já foi identificado em diversas partes do Brasil. Este sorotipo tem potencial para provocar a forma severa da doença, tornando grande parte da população suscetível. 

A FM anunciou que está expandindo as iniciativas de educação para combater a enfermidade.  Charles Silveira, líder do órgão, solicita à população que faça vistorias semanais em suas residências para prevenir a disseminação do mosquito, especialmente durante a estação das chuvas. Ademais, funcionários da FMS inspecionam residências em busca de possíveis criadouros; contudo, precisamos do apoio de todos para evitar o acúmulo de água estagnada. Esta batalha é em prol da vida e da saúde.

Amariles Borba, médica, destaca a relevância da hidratação em pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado de dengue. "Sugerimos que esses pacientes mantenham a urina clara como a água que consomem, 24 horas por dia, pois isso é um sinal de hidratação adequada." "Estamos enviando este tipo de aviso aos profissionais, seguindo as orientações do Ministério da Saúde", afirmou.

Ela esclarece que existem quatro variedades do vírus da dengue, mas todos podem resultar em dengue hemorrágica, uma condição grave e potencialmente fatal. Se você tem dengue do tipo 1, adquire imunidade contra essa variante, mas ainda pode ser infectado pelos tipos 2, 3 e 4. Pesquisas apontam que existe um risco elevado de complicações graves nas infecções subsequentes. Ademais, os tipos 2 e 3 estão comumente ligados a manifestações mais graves.

A profissional de saúde adverte que não existem vacinas suficientes para todos no Brasil. Existe uma companhia japonesa, a Takeda, responsável pela produção da vacina contra a dengue e sua comercialização no Brasil. Apesar de outras entidades estarem produzindo vacinas, o número ainda não é adequado para imunizar toda a população. Ademais, o tratamento serve apenas para aliviar os sintomas. Portanto, todos devem agir e chamar a população para não proliferar mosquitos”, conclui.



Fonte: Cidade Verde

5/07/2022

Dia das Mães: psicóloga chama atenção para a saúde mental materna

 

Maio é considerado o mês das mães, mas uma parte essencial da maternidade, e ainda pouco discutida, é a saúde mental materna. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão pós-parto afeta cerca de 1 em cada 6 mulheres, uma problemática com incidência comum, emergindo a necessidade de uma compreensão mais alargada deste fenómeno.


Psicóloga Ivana Teles


Segundo a psicóloga do Sistema Hapvida, Ivana Teles, além de causar prejuízos para a saúde e a autoestima da mulher, esse transtorno pode dificultar a amamentação e o vínculo entre mãe e filho.


“É uma fase de muitas alegrias, mas também de muitos desafios para mulheres, afinal de contas, é muito comum surgirem anseios, medos e inseguranças. Esses sentimentos são naturais nessa fase, mas em algumas mães, esses sentimentos são tão intensos, que podem gerar depressão pós parto e, nestes casos as mães precisam de ajuda profissional”, explica a psicóloga. 


“Existem alterações hormonais que vão alterar o humor dessa mãe, mas também existem situações que podem potencializar tudo isso. E, por isso, é tão importante a rede de apoio nesse momento. É importante que todos que estejam ao redor possam perceber esses sinais para induzir essa mulher ao tratamento adequado, com a consulta ao psiquiatra, ir ao psicólogo, e em casa construir e fortalecer a sua rede de apoio nesse momento”, acrescentou Ivana Teles.


Sinais de depressão pós-parto


A psicóloga do Sistema Hapvida, Ivana Teles alerta ainda que depressão pós-parto não é “frescura” ou “fraqueza''. Mulheres que desenvolvem depressão pós-parto possuem maior risco de desenvolver depressão em um outro momento da vida. Se não for tratada, a depressão pode durar vários meses. Algumas sintomas são:


- Humor deprimido ou mudanças de humor severas;

- Choro excessivo;

- Dificuldade de desenvolver uma ligação amorosa com o bebê;

- Afastamento da família e dos amigos;

- Alterações no apetite: falta de apetite ou comer muito mais do que o habitual;

- Incapacidade de dormir (insônia) ou dormir demais (hipersônia;

- Fadiga abrupta ou perda de energia;

- Redução do interesse e prazer nas atividades que a mãe costuma realizar;

- Intensa irritabilidade e raiva;

- Medo frequente da mulher não ser uma boa mãe;

- Sentimentos de inutilidade, vergonha, culpa ou inadequação;

- Diminuição da capacidade de pensar com clareza, concentrar-se ou tomar decisões;

- Ansiedade grave e ataques de pânico;

- Pensamentos relacionados a prejudicar a si mesma ou ao bebê;

- Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.





Fonte: AI Comunicações

 

3/16/2020

Entenda quais os fatores estimulantes da enxaqueca

Jackson Daniel-Neurorgião/Hapvida




Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca é a sexta doença mais incapacitante do mundo. O problema acomete 15% dos brasileiros, ou seja, cerca de 30 milhões de pessoas, é o que revela estudo da My Migraine Voice, promovido pela Novartis em parceria com a Aliança Europeia para Enxaqueca e Cefaléia (European Migraine and Headache Alliance). O levantamento mostra que 82% dos brasileiros portadores da doença sofrem impacto na vida social, sendo que para 72%, crises também têm efeito negativo nos relacionamentos amorosos.

Caracterizada pela dor pulsátil em um dos lados da cabeça (às vezes dos dois), geralmente a enfermidade é acompanhada de fotofobia e fonofobia, náusea e vômito. A duração da crise varia de quatro a 72 horas.  Diante disso, o neurocirurgião do Hapvida, Jackson Daniel, indica que há fatores estimulantes da crise, assim que sofre com enxaqueca deve ficar atento para evitar uma série de comportamentos que podem desencadear num agravamento das dores. “Quando há fatores estimulantes da enxaqueca, a dor aumenta, como é o caso do tabagismo. Com o envelhecimento também as crises tendem a diminuir, principalmente as mulheres, que deixam de ter a alteração no ciclo menstrual mensal, e as crises vão diminuindo após a última menstruação que é a menopausa”, indica.

O médico do Hapvida ainda elenca alguns alimentos que podem desencadear crises, ressaltando porém, que essa relação varia muito de pessoa para pessoa. “Todo estimulante tem uma maior tendência a desencadear a crise, os cafeinados, os achocolatados, chá escuro, pode estimular que as crises sejam desencadeadas”, aponta.

O neurocirurgião Jackson Daniel revela também que não é recomendável passar muito tempo em jejum, pois a ‘fome’ pode estimular o surgimento de crises.

“Quem tem a doença de enxaqueca, o aconselhável é fazer alimentações a cada 3 horas pelo menos, com alimentos leves, no intervalo das grandes refeições, para não ficar muito tempo em jejum. Então, se você tem que alguma atividade em que não possa se alimentar de forma mais adequada, tem que levar alguma barra de cereal, banana, castanha, para não ficar muito tempo em jejum”, frisa.
Por outro lado, o médico do Hapvida destaca que há alimentos com propriedades anti-inflamatórias, que podem auxiliar no combate à doença. “Alguns alimentos que possuem propriedades anti-inflamatórias, como por exemplo os peixes, sabemos que os peixes tipo salmão, tilápia, são ricos em ômega 3 e  essa substância tem um efeito anti-inflamatório que ajuda a diminuir as crises de enxaqueca; frutas como abacate, assim como uma coisa que temos muito no nosso Estado: a castanha, que é rica em ômega 3. Também podemos citar o amendoim, linhaça, chia (que está muito na moda), esses alimentos têm propriedades anti-inflamatórias e ajudam a diminuir as crises de enxaqueca sim”, comenta.



Fonte: AI Comunicações

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