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3/17/2019

Ubajara | ANA embarga barragem do açude Granjeiro

A decisão foi tomada na última quarta-feira (13), mas divulgada apenas neste domingo (17).




A Agência Nacional das Águas (ANA) embargou, provisoriamente, a barragem do açude Granjeiro, localizada no município de Ubajara, na Região da Serra de Ibiapaba, por conta dos riscos de rompimento da estrutura.

O empreendimento é particular e pertence à Agroserra Companhia Agroindustrial Serra da Ibiapaba. A medida visa fazer com que a empresa tome providências imediatas de segurança, a fim de diminuir os riscos. 

A Agroserra não poderá operar a barragem enquanto o embargo durar. Além disso, a Agência afirmou que vem autuando o empreendedor desde 2017, por causa das condições de abandono e a não ação para mudar a situação. Os riscos de rompimento foram apontados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), na última terça-feira (12), quando técnicos do órgão encontraram uma erosão significativa na parede lateral de dentro da barragem, que fica em contato com a água. ANA esteve no local e deflagrou situação de emergência.

Desde que a barragem foi classificada em situação de emergência, ações de melhorias estavam sendo feitas pela ANA, Cogerh, Defesa Civil, e as Prefeituras Municipais de Ubajara e Tianguá. No entanto, com o forte volume de chuvas na região e um dos sangradouros da barragem obstruído, a Defesa Civil emitiu um novo alerta de risco de rompimento. Com isso, a Prefeitura de Ubajara decidiu evacuar o local na noite do último sábado (16).

Cerca de 250 famílias que moravam no entorno da barragem do açude Granjeiro foram evacuadas para as casas de parentes e outras para o Santuário da Mãe Rainha, que fica no bairro São Sebastião, em uma área afastada. Ao todo, 513 famílias deveriam ser retiradas, o que corresponde a 3.200 pessoas, mas cerca de 960 moradores se recusaram a sair de suas residências.

Neste domingo (17), o Balneário do Boi Morto foi esvaziado para evitar maiores inundações em caso de rompimento da barragem do açude Granjeiro. Isso porque as águas do Granjeiro abastecem parte do Balneário.

Segundo o prefeito de Ubajara, Renê Vasconcelos, um gabinete de crise foi montado para monitorar a situação do açude e da região. Além disso, neste sábado, aberturas na parede do açude foram feitas por uma escavadeira, para que a água escoe e o volume da água diminua.

“Hoje, a barragem se encontra relativamente estável, com a abertura desse novo sangradouro. Isso foi feito para que o volume do açude diminua e não coloque em risco a vida da população”, afirmou o prefeito.

Ele acrescentou, ainda, que irá se reunir com o proprietário da barragem, com o governador, para que o açude não seja desativado, pois é muito importante para os moradores da região.


Fonte: Ubajara Notícias

3/14/2019

Piauí | ANA descobre nova barragem e pede fiscalização.

Uma barragem de rejeitos minerais até então desconhecida na região foi identificada no município de Castelo do Piauí, a 190 km de Teresina. 



Semar/divulgação


Até o momento, a barragem é considerada como única no Estado, segundo o superintendente de Recursos Hídricos, Romildo Mafra, que esteve no local na terça (12).  Ele ressaltou que a barragem não causa perigo apesar de estar no limite da capacidade. O local foi descoberto via satélite pela ANA (Agência Nacional das Águas). A ANA e o Ministério Público Estadual pediram que a barragem fosse fiscalizada. 
"Até então, o Piauí desconhecia que existia alguma barragem de rejeitos. E, realmente, ela existe, mas é um reservatório muito pequeno, com pouco mais de 50 mil metros cúbicos de água, com uma profundidade de um metro e meio. Foi uma surpresa essa barragem, nem a prefeitura de lá não tinha conhecimento. E, do nosso conhecimento, só existe essa", detalhou Romildo Mafra.
A barragem está localizada em uma área de mineração de pedra e é explorada por um grupo espanhol. A mineração está em atividade, mas não de maneira expressiva e possui cadastro como barragem de rejeitos, segundo a Semar.
"Nós vimos muitos rejeitos sólidos e espalhados, e muitos pontos de extração de natureza clandestina às margens do Rio Poti. A mineração é de um grupo estrangeiro, mas essa extração clandestina ocorre fora do grupo, são pessoas que ficam extraindo pedras para outras finalidades, independente desse grupo".
"Há muita coisa a ser analisada, eu fui lá apenas para fazer a constatação da existência dessa barragem a pedido do Ministério Público Estadual porque a Agência Nacional de Água informou que, por meio de imagens de satélite, detectou a existência dessa barragem no Piauí. Meu papel constatar que ela existe e, de fato, existe", explicou Mafra.
Após constatação, o superintendente ressaltou que irá oficializar a existência da barragem ao Ministério Público do Piauí e que a competência de fiscalização não cabe a Semar, que é responsável pela gestão de recursos hídricos, e não de minérios.
Mafra ressaltou que a competência de fiscalização de barragens de rejeitos é de responsabilidade do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). 
"Se tiver alguma irregularidade, não é da nossa competência, nosso papel mesmo foi de constatar a existência dela. E também já informei ao governador (Wellington Dias) sobre isso".

Fonte: Carlienne Carpaso/Cidade Verde


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