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11/26/2020

Saúde | Especialista alerta para o diagnóstico e controle em tempos de pandemia

 

Imagem: Reprodução/Revista seleções

Estimativa da Sociedade Brasileira de Diabetes aponta que mais de 13 milhões de brasileiros são acometidos pela doença, que está incluída entre os fatores de risco da covid-19. Para um tratamento adequado e controle célere, no intuito de postergar as complicações crônicas da diabetes, o diagnóstico precoce é imprescindível. Pensando nisto, neste mês é celebrado o ‘Novembro Diabetes Azul’, campanha que pauta a conscientização e no contexto de pandemia em que vivemos alerta para a necessidade de ampliar o conhecimento da população sobre a enfermidade. 

Pensando nisso, o endocrinologista e mestre em Diabetes Leonardo Maia sintetiza os riscos inerentes ao problema, alertando a população sobre a importância de realizar o exame para detecção da doença. "A intenção é tentar fazer com que a população procure fazer um diagnóstico precoce do Diabetes, pois quanto mais cedo a gente diagnostica mais fácil é para controlar e manter o controle do diabetes, a importância de você fazer um diagnóstico e um tratamento precoce do diabetes, se dá pela própria história do diabetes, antes do advento da insulina, a sobrevida do paciente diabético era de apenas 4 anos e meio, após o advento da insulina essa sobrevida aumentou e com o aumento da sobrevida veio o surgimento das complicações crônicas do diabetes, podem ser elas microvasculares, que seria a retinopatia, a nefropatia e neuropatia diabética e as complicações macrovasculares, que é a doença arterial coronariana, que é o famoso infarto, a acidente vascular cerebral, que é o famoso derrame, e também a doença arterial periférica, que é aquela ferida que não sara", afirmou. 

O médico Leonardo Maia revela que a hipercoagulabilidade do diabetes se une a outra hipercoagulabilidade da covid-19, aumentando a mortalidade dos pacientes com esta comorbidade. "Quanto mais cedo a gente trata e controla, mais a gente posterga essas complicações, atualmente no contexto da pandemia verificou-se que o diabetes é um dos fatores de risco para a mortalidade nos pacientes com covid-19, porque o diabetes ele leva uma situação crônica de hipercoagulabilidade sanguínea, por isso o AVC e o derrame, e a Covid-19 leva a uma hipercoagulabilidade, tanto que uma das complicações são as microembolias pulmonares, bem marcadas por um exame, o dedímero, então você já tem um estado basal de hipercoagulabilidade que seria o diabetes, junto a outro estado de hipercoagulabilidade, este agudo, que é a Covid-19, por isso o aumento da mortalidade dos pacientes diabetes", disse. 

Fatores de risco

Na campanha Novembro Diabetes Azul, o endocrinologista Leonardo Maia alerta para os grupos mais suscetíveis ao diabetes, citando as pessoas com mais de 45 anos, os pacientes com obesidade e aqueles que possuem histórico da doença na família. "Por fim, o que a gente quer com essa campanha, o Novembro Azul, utilizamos para esta conscientização e tentativa de diagnóstico precoce, primeiro o que leva uma pessoa a ser diabética: a idade, quanto mais velho, maior a probabilidade de você se tornar diabético; segundo: a história familiar, se você tem um pai, uma mãe que foi diabético, você tem 50% de chance de se tornar diabético e terceiro: a obesidade, o paciente obeso tem 28 vezes mais chances de se tornar diabético do que uma pessoa com peso normal, índice de massa corpórea abaixo de 25", destacou. 

As pessoas que estão nestes grupos necessitam ter uma maior frequência na realização dos exames, como explica o médico. "Então essas situações são chamadas situações de risco, então deve ser feito o rastreamento na população maior de 45 anos, deve fazer glicemia em jejum pelo menos uma vez ao ano; os pacientes obesos mesmo abaixo de 45 anos deve fazer esse exame, e também aqueles casos com histórico familiar que devem fazer também uma vez por ano. As outras pessoas com menos de 45 anos podem fazer a glicemia, e é bom que faça de 3 em 3 anos, como advoga a Sociedade Brasileira de Diabetes, mas os grupos principais são esses três primeiros: pacientes com mais de 45 anos, obesos e com histórico familiar", complementou. 




Fonte: AI Comunicações

7/29/2020

Saúde de Cocal faz entrega de insulina a pacientes com diabetes





Segundo a integrante da Saúde do Município, Regiane Viana (técnica em enfermagem), a Secretária Municipal de Saúde (SMS) de Cocal tem insulina disponível para pacientes diabéticos.



A técnica informa como é o processo de entrega do produto: "O paciente para obter o hormônio que é desenvolvido em laboratório para o tratamento de diabetes, precisa passar por avaliação médica. Após a consulta e de posse da requisição passada pelo profissional, a pessoa pode se dirigir à Secretária de Saúde para adquiri-la".

Pela prescrição médica (receita) identificam-se o tipo de insulina (NPH ou regular) receitada e a dosagem certa que é recomendada para o doente.

O secretário da Saúde, Taylon Andrades, explicou que  a distribuição da Insulina é uma ação do Município,  custeada pelo Governo Federal.



Por Evaldo Neres

11/14/2019

Saúde | Médico alerta para a prevenção ao Diabetes




Celebrado nesta quinta-feira, 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes, alerta para a prevenção do problema, que de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) atinge mais de 13 milhões de pessoas de brasileiros, o que representa 6,9% da população nacional. A data foi criada pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) para conscientizar sobre os problemas associados à doença e, neste ano, com o mote 'Família e Diabetes', a campanha destaca o importante papel dos familiares na prevenção e controle da doença.

No que se refere ao Diabetes, uma pesquisa feita pelo Conselho Federal de Farmácia mostrou que o maior problema está no fato de que muitas pessoas possuem uma série de hábitos que contribuem para que isso aconteça e ainda desconhecem os riscos da doença. Pelo menos 68% dos entrevistados da pesquisa admitiram que são sedentários e outros 43% afirmaram não comer frutas e verduras diariamente.

No Nordeste, 19,8% da população pode ter diabetes e não saber, segundo a mesma pesquisa do Conselho, feita no final do ano passado.  Já no Piauí, o registro alarmante é do próprio Ministério da Saúde. A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por inquérito Telefônico (Vigitel) mostrou que o percentual de mulheres de Teresina com diagnóstico médico de diabetes aumentou 66,6% entre 2016 e 2017.

Segundo o médico, Rodrigo Andrade, do HapVida Saúde, a doença quando tratada não oferece riscos, mas se a pessoa não sabe que os riscos aumentam, mas o fato da diabetes ser uma doença silenciosa preocupa os especialistas. “O incentivo para uma alimentação saudável e balanceada e a prática de atividades físicas é uma prioridade quando falamos deste problema”, afirma o médico. A prática de hábitos alimentares saudáveis e atividade física pode ser uma importante aliada na prevenção da doença.

As complicações causadas pela diabetes vão desde cegueira, doença arterial periférica, que reduz o fluxo de sangue para os pés, Pessoas com diabetes têm 40% mais chance de desenvolver glaucoma, que é a pressão elevada nos olhos, catarata e várias outras doenças ligadas a diabetes.



Fonte: AI Comunicações


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