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5/04/2020

MP expede recomendação contra a flexibilização do isolamento social em sete municípios do Piauí




Ministério Público do Piauí — Foto: G1



O órgão orienta os prefeitos a prorrogar as ações de enfrentamento ao vírus, como a suspensão das aulas e dos serviços não essenciais. As informações são do G1 PI.

Segundo portal G1 PI, o Ministério Público expediu uma recomendação contra a flexibilização do isolamento social em sete municípios do Piauí: Campo Grande do Piauí, Paquetá, Francisco Santos, Monsenhor Hipólito, São Luís do Piauí, Caridade do Piauí e Aroeiras do Itaim, situados na região sul do estado.

O órgão pede para que as cidades sigam as determinações do decreto do Governo do Estado, que amplia as medidas de enfrentamento ao coronavírus até o dia 21 de maio.

Uma outra orientação é a não edição de novos decretos que abrandem as restrições impostas pelas normas estaduais específicas.
Os prefeitos dos municípios terão um prazo de 48 horas para se manifestarem sobre o acatamento das recomendações.

A não observância das orientações pode resultar na tomada de medidas, até mesmo judiciais.



Fonte G1 PI

1/16/2020

TCE/PI alerta prefeitos sobre exigência de cumprimento de jornada escolar e dias letivos


Após constatar falhas no cumprimento da carga horária em algumas escolas municipais, o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE/PI) faz um alerta a todos os municípios piauienses, bem como à Secretaria Estadual de Educação, sobre os critérios legais mínimos que devem ser obedecidos para garantir a presença dos alunos dentro da sala de aula, conforme o artigo 24 da Lei nº 9.394/96.

O presidente do TCE/PI, conselheiro Abelardo Pio Vilanova, expediu recomendação a todos os prefeitos e à Secretaria Estadual de Educação alertando para a situação e orientando para que sejam adotadas as devidas providências para a garantia do mínimo de 800 horas anuais, distribuídos por 200 dias letivos de efetivo trabalho escolar para os alunos dos ensinos Fundamental e Médio.

Além disso, deve ser obedecida a jornada escolar diária no Ensino Fundamental de quatro ou mais horas de efetivo trabalho por parte dos alunos, ou seja, 240 minutos dentro da sala de aula. Importante destacar que o cumprimento dos dias letivos não desobriga o dever de obediência à carga horária mínima e vice-versa. A recomendação ocorre justamente à véspera do inicio do ano letivo, permitindo as devidas correções no calendário escolar.

Uma auditoria realizada no final do ano passado pela Divisão de Fiscalização da Educação do TCE/PI (DFESP1) em alguns municípios constatou o não cumprimento integral da carga horária exigida por lei (200 dias letivos e 800 horas letivas).

A inspeção detectou ainda a existência de diversos motivos utilizados em algumas escolas e que contribuem para um déficit ainda maior do não cumprimento dos dias letivos mínimos obrigatórios como paralização ou greve de servidores; escrituração escolar; entrega de resultado ou reuniões com pais e mestre; enchentes; falecimento de munícipe; desabastecimento de água ou energia elétrica; gozo de folga em razão de prestação de serviço junto à Justiça Eleitoral, falta de merenda escolar, reuniões de planejamento, liberação do aluno após a prova, dentre outros.

O conselheiro substituto Jaylson Campelo, relator do processo de inspeção, ficou assustado com o resultado encontrado.  “A auditoria mostrou uma série de problemas que resultam na retirada do direito do aluno de estar em sala de aula. Nós entendemos perfeitamente que todas as escolas estão sujeitas a situações que fogem do controle da diretoria ou dos professores. Contudo, isso não pode prejudicar o aluno de forma alguma”, pondera o conselheiro.

Jaylson ressalta a importância da presença do aluno em sala de aula como elemento fundamental para o aprendizado. “Os especialistas em educação afirmam com toda convicção que o tempo de aula do aluno influencia diretamente no seu aprendizado e no seu rendimento escolar. E esse tempo mínimo está determinado na Lei. Garantir a presença mínima obrigatória deve ser um objetivo dos prefeitos, dos secretários de educação, dos diretores e dos professores. Se faltou energia, água, merenda ou qualquer outro problema, aquele dia de aula precisa ser reposto. A obrigatoriedade é de 4 horas de aula em sala, por dia letivo, no mínimo. Quando isso não ocorre por completo, independente do motivo, aquele dia não pode contar como cumprido no calendário”, explica.

Os gestores, municipais ou estaduais, que não garantirem o cumprimento mínimo de 800 horas anuais, distribuídos por 200 dias letivos de efetivo trabalho escolar, com o aluno dentro de sala de aula, podem sofrer sanções que vão desde a realização de auditorias especializadas pelo TCE/PI à reprovação parcial ou total no julgamento das contas além do pagamento de multas.





Fonte: TCE/PI

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