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4/13/2023

Dia do Beijo: gesto de carinho pode transmitir doenças ao organismo

 

As doenças variam desde quadros simples com poucos sintomas até quadros graves que necessitam de intervenções clínicas.



O Dia do Beijo é comemorado nesta quinta-feira, 13, em vários países do mundo. O gesto de carinho está presente em diversas culturas há milênios sendo interpretado como um sinal de carinho, afeto ou amizade. Na bochecha, na testa, no pescoço, nos lábios ou em qualquer outra parte do corpo, o beijo pode esconder uma infinidade de doenças, por isso é importante que as pessoas fiquem atentas aos possíveis riscos à saúde.

A Dra. Priscila Gabriella Carraro Merlos, médica infectologista do Grupo Hapvida NotreDame Intermédica, explica que entre as doenças mais frequentes estão a herpes simples labial, citomegalovírus, mononucleose, covid, influenza, rotavírus – doenças que causam febre e doenças do trato digestivo –, além de candidíase oral (mais conhecida como sapinho), entre outras.

 

“Embora o ato de beijar quem gostamos desperte sensações positivas e de prazer, pode também ser perigoso para o organismo. Grande parte dessas doenças não são doenças que uma boa higiene bucal extinguiria, pois são vírus e bactérias que estão apenas transitando pela cavidade oral”, conta Priscila.

As doenças variam desde quadros simples, com poucos sintomas, até quadros graves que necessitam de intervenções clínicas, como internação na UTI. A gravidade da apresentação dos sintomas depende da imunidade da pessoa acometida. Com a imunidade alta, há uma maior chance de combater as doenças de maneira natural, ocasionando uma recuperação mais rápida e suavizando as manifestações clínicas.

“Algumas doenças não acontecem na boca, elas apenas usam a boca de local para se proliferarem. O covid e a influenza são exemplos de vírus que não atingem diretamente a boca, mas outros organismos, como o pulmão”, afirma a infectologista.

Ao aparecer os primeiros sinais de uma possível infecção, a orientação é procurar um médico para relatar os sintomas e avaliar se existe um tratamento efetivo ou apenas sintomático.



Fonte: AI Comunicação

8/26/2022

Aumenta o número de jovens vítimas de doenças causadas pelo tabagismo

 


Cigarro comum, narguilé e cigarro eletrônico são extremamente prejudiciais à saúde em sua totalidade, mas os danos à saúde cardiovascular causados pelo uso do cigarro tem sido cada vez mais relatados por pessoas jovens. É o que relata o cardiologista Ricardo Nogueira, do Sistema Hapvida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o mundo apresenta, anualmente, 40 milhões de novos jovens fumantes entre 13 e 15 anos.

“É muito frequente no consultório do cardiologista os casos de pacientes jovens, com menos de 40 anos que chegam a enfartar e o único fator de risco identificado é o tabagismo”, afirma o médico.  Segundo o cardiologista são pacientes que não tem histórico familiar, não sofrem de diabetes, não sofrem de nenhuma outra comorbidade, não possuem nenhum fator para doença cardiovascular, mas fumam. O fumo pode causar cerca de 50 tipos de doenças. 

Uma situação que preocupa os especialistas é o aumento do uso do cigarro eletrônico, que foi um instrumento utilizado para as pessoas deixarem de fumar, mas que agora tem sido usado como cigarro convencional. O coração é um dos órgãos mais atingidos pelas 4.700 substâncias tóxicas existentes no cigarro. O médico do Sistema Hapvida lembra que o uso do cigarro eletrônico é tão prejudicial à saúde quanto qualquer outro tipo de cigarro.

“Aumenta, também, o risco de doenças cardiovasculares”, acrescenta Ricardo Nogueira, lembrando que o tabagismo reduz em onze anos a expectativa de vida da mulher e em 12 anos a expectativa de vida dos homens. Entre as doenças causadas pelo fumo estão a angina; infarto agudo do miocárdio; hipertensão arterial; aneurismas; acidente vascular cerebral e tromboses.




Fonte: AI Comunicação

12/10/2021

Descarte incorreto do lixo eletrônico causa risco de câncer e provoca danos ambientais

 


Rafael Marques-Biólogo

Quinto maior gerador de lixo eletrônico no mundo, o Brasil ainda enfrenta o desafio quanto a destinação correta destes resíduos, sem que haja prejuízos ao meio ambiente e também para a saúde da população. No entanto, o desconhecimento ainda são empecilhos para o descarte ideal e responsável.

Pesquisa Resíduos eletrônicos no Brasil – 2021, divulgada pela Green Eletron, gestora sem fins lucrativos de logística reversa de eletroeletrônicos e pilhas mostrou o retrato dessa prática no país. O estudo foi conduzido pela Radar Pesquisas.

Ao todo, 87% sinalizaram que já ouviram falar em lixo eletrônico, entretanto, um terço (33%) pontuou que acredita que esse lixo está relacionado ao meio digital, como spam, e-mails, fotos ou arquivos. Já para outros 42% dos brasileiros lixo eletrônico são aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos quebrados e 3% acreditam que são todos os aparelhos que já viraram lixo, ou seja, apenas os que foram descartados, inclusive aqueles que acabam incorretamente em aterros ou na natureza.

A pesquisa também especificou alguns produtos para saber se as pessoas os reconheciam como lixo eletrônico. Mais de 90% acreditam que celulares, smartphones, tablets, notebooks, pilhas e baterias são lixo eletrônico e estão corretos.

Cabe sinalizar também que tiveram muitas respostas erradas: 51% não acham que lâmpadas comuns, incandescentes e fluorescentes são lixo eletrônico; 34% acreditam que lanternas não são lixo eletrônico; e 37% acreditam que balanças não são lixo eletrônico. Na verdade, todos esses objetos são considerados lixo eletrônico.

Nesse sentido, o conceito de Resíduo de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE) é todo produto elétrico ou eletrônico que é descartado por não ter mais utilidade. Inclui grandes equipamentos como geladeiras, freezers, máquinas de lavar; pequenos equipamentos como torradeiras, batedeiras, aspiradores de pó, ventiladores; equipamentos de informática como computadores e celulares; e pilhas e baterias.

Com tantos itens, o coordenador de Engenharia, Segurança e Meio Ambiente do Grupo Sterlix/Raiz, Rafael Marques, alerta para o problema ocasionado pelo descarte incorreto de lixo eletrônico, tendo em vista que possuem componentes químicos agressivos ao meio ambiente e nocivos à saúde humana.

Para ter ideia, o Brasil descartou, somente em 2019, mais de 2 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, sendo que menos de 3% foram reciclados, de acordo com o relatório desenvolvido pela Universidade das Nações Unidas.

"ele sinaliza que Por possuírem substâncias químicas, o descarte do lixo eletrônico necessita de uma atenção muito especial; algumas dessas substâncias são, chumbo, cádmio, mercúrio, berílio. Em tal âmbito, ao serem dispensados irregularmente podem provocar a contaminação do solo e da água. Em contato com o ser humano, pode provocar doenças graves, como o câncer. Além disso, suas embalagens demoram anos para se decompor".

Rafael Marques também destaca para o que preconiza a Política Nacional de Resíduos Sólidos, reiterando a expertise existente no Piauí na destinação correta de resíduos. “A destinação correta do lixo eletrônico está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e é regulamentada pelo Decreto Federal 10.240/2020. Este dispositivo define metas para os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes sobre a quantidade de pontos de Entrega Voluntária (PEV) que devem ser instalados, o número de cidades atendidas e o percentual de aparelhos eletroeletrônicos a serem coletados e destinados corretamente", frisou Rafael marques.



Fonte: AI Comunicações


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